segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Evitando sentimentos

Se foi do abraço que surgiu o beijo,
vai ser do beijo o fim do abraço.
Se foi o amasso que causou o desejo,
foi o desejo que causou o amasso.
Se foi andando que cheguei aqui,
vai ser de ré que eu vou saí.
Se foi a dois que as noites passei,
sozinho, como será eu não sei.

ps: participação Guigo

sábado, 23 de outubro de 2010

Incompreensível.

Eu não sei mais qual o sentido da vida.
Se é de frente para traz
ou de baixo pra cima.
Eu não sei mais qual o fim da magia.
Se é quando chove
ou quando clareia o dia.
Eu não sei mais quando se apaga o amor.
Se é quando se chora
ou quando vem a dor.

Interior.

Um trevo de quatro folhas que apodreceu.
Um céu azul que escureceu.
Um amor puro que morreu.
Dentro de mim mais esperança.
Dentro de mim mais uma dança.
Dentro de mim mais alegria.
Dentro de mim mais ousadia.
Uma dor que vai passando.
Uma admiração que vai acabando.
Uma carência que vai se esgotando.
Dentro de mim mais amor próprio.
Dentro de mim menos um imbróglio.
Dentro de mim mais segurança.
Dentro de mim menos vingança.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sozinh .a.

Da primeira pessoa do -agora- singular eu descobri um sentimento que de mim era estranho. Veio do vazio do âmago do meu peito e invadiu a minha vida duma forma desconhecida por mim. Uma dor indescritível, que acabou com as minhas esperanças. Não posso pedir que o mundo pare, para que eu me recupere, mas posso pedir um novo sol pra amanhecer o meu dia num sorriso límpido das sobras desse amor que ainda me restam. E resta tanto, que chega a transbordar.
A dor saiu do peito e apareceu escorrendo pela minha face, dizendo no espelho que tudo vai ficar bem.

domingo, 17 de outubro de 2010

Abraço.

As vezes um abraço cura muitas dores.
As vezes um abraço cria muitas dores.
As vezes um abraço traz no laço um presente.
As vezes um abraço traz no laço um pesadelo.
As vezes um abraço era o que faltava.
As vezes um abraço era o que eu precisava.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Desejos

Eu quero o sol,
eu quero a lua,
quero o doce
e a amargura.
Eu quero rir,
eu quero chorar,
quero sentir
e me entregar.
Eu quero ter,
eu quero ser,
quero saber
e o pertencer.
Eu quero amar,
eu quero temer,
quero encontrar,
e me perder.
Eu quero o início,
eu quero o fim,
quero o princípio
do motim.

sábado, 2 de outubro de 2010

A última pétala.

É de pés descalços e de coração vazio,
De mente aberta e corpo sozinho,
Que eu começo a me desintegrar
Como uma pluma no ar.
É de lágrimas nos olhos e de aperto no peito,
De decepção e de caos no sujeito,
Que eu começo a perceber,
Que valeu a pena só aquilo
Que eu derramei.
É de ponto final e de um novo começo,
De um longo caminho e de vários tropeços,
Que eu começo a entender,
Que vai ser difícil sem você.