Minhas noites andam previsíveis.
Em todas, eu me perco em você.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Vingando.
Não vejo impedimento,
nenhum arrependimento.
Fora ser estranho,
te dar a mão
me cura de um engano.
Te ver sorrir,
é pedir perdão,
por todos os erros,
cometidos na paixão.
Me ver sorrir,
é gritar para o mundo,
tudo que engasga
e entristece.
Tudo que não vinga
e enrijece.
Não ligo para o que dizem,
muito menos para o que pensam,
faço o que me apetece,
o que me dá na telha,
e não me aborrece.
nenhum arrependimento.
Fora ser estranho,
te dar a mão
me cura de um engano.
Te ver sorrir,
é pedir perdão,
por todos os erros,
cometidos na paixão.
Me ver sorrir,
é gritar para o mundo,
tudo que engasga
e entristece.
Tudo que não vinga
e enrijece.
Não ligo para o que dizem,
muito menos para o que pensam,
faço o que me apetece,
o que me dá na telha,
e não me aborrece.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Certeza.
Antes que fosse sério,
Seria sublime.
Antes que fosse eterno,
Seria um crime.
Antes que fosse sincero,
Seria exagero.
Antes que fosse comigo,
Seria um castigo.
Antes que fosse sozinho,
Seria contigo.
Antes que fosse tudo,
Seria nada.
Antes que fosse tarde,
Seria madrugada.
Antes que fosse lua,
Seria nua.
Antes que fosse,
Seria.
E se não for
Será.
Seria sublime.
Antes que fosse eterno,
Seria um crime.
Antes que fosse sincero,
Seria exagero.
Antes que fosse comigo,
Seria um castigo.
Antes que fosse sozinho,
Seria contigo.
Antes que fosse tudo,
Seria nada.
Antes que fosse tarde,
Seria madrugada.
Antes que fosse lua,
Seria nua.
Antes que fosse,
Seria.
E se não for
Será.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Descompletando
Se você fosse toalha,
Eu seria sua água.
Se você fosse tempestade,
Eu seria seu arco-íris.
Se você fosse céu,
Eu seria sua terra.
Se você fosse esquina,
Eu seria sua reta.
Se você fosse vodka,
Eu seria seu leite.
Se você fosse livre,
Eu seria sua prisão.
Se você fosse certeza,
Eu seria sua contradição.
Se você fosse segredo,
Eu seria sua anônima.
Se você fosse real,
Aí, meu bem,
Eu seria anormal.
Eu seria sua água.
Se você fosse tempestade,
Eu seria seu arco-íris.
Se você fosse céu,
Eu seria sua terra.
Se você fosse esquina,
Eu seria sua reta.
Se você fosse vodka,
Eu seria seu leite.
Se você fosse livre,
Eu seria sua prisão.
Se você fosse certeza,
Eu seria sua contradição.
Se você fosse segredo,
Eu seria sua anônima.
Se você fosse real,
Aí, meu bem,
Eu seria anormal.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Cedo demais.
Se a saudades bater,
a paixão crescer,
e tudo for resolvido,
me procura.
Os nossos segredos
estão guardados,
nossas falhas
lapidadas,
e tudo vai caminhando.
Se outras bocas
não tiverem o mesmo gosto
da minha,
e as pernas não trançarem
feito as minhas,
e as mãos não encaixarem
como as minhas,
me procura.
Se você resolver
todos seus problemas,
seus temperamentos
anormais,
me procura.
Mas se tudo te convir,
e seus pensamentos
ainda persistirem,
não me procura.
Não vai ser tarde,
vai ser cedo demais.
a paixão crescer,
e tudo for resolvido,
me procura.
Os nossos segredos
estão guardados,
nossas falhas
lapidadas,
e tudo vai caminhando.
Se outras bocas
não tiverem o mesmo gosto
da minha,
e as pernas não trançarem
feito as minhas,
e as mãos não encaixarem
como as minhas,
me procura.
Se você resolver
todos seus problemas,
seus temperamentos
anormais,
me procura.
Mas se tudo te convir,
e seus pensamentos
ainda persistirem,
não me procura.
Não vai ser tarde,
vai ser cedo demais.
sábado, 26 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Dezembro
Se fosse apenas o sol,
o verão não persistiria.
O que seria verão
sem a chuva no final do dia?
O natal sem amigos?
Dezembro sem alegria?
Verão sem alforria?
Se fosse apenas prazer,
você não resistiria.
O que seria de nós,
sem os olhares perdidos
contando segredos
na madrugada fria?
o verão não persistiria.
O que seria verão
sem a chuva no final do dia?
O natal sem amigos?
Dezembro sem alegria?
Verão sem alforria?
Se fosse apenas prazer,
você não resistiria.
O que seria de nós,
sem os olhares perdidos
contando segredos
na madrugada fria?
Apaixonando.
Se Deus me deu um dom,
foi o de ter tantas dúvidas.
Se Deus te deu um dom,
foi o de causá-las.
foi o de ter tantas dúvidas.
Se Deus te deu um dom,
foi o de causá-las.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Além.
Seu poder me enoja,
seu olhar me apavora.
Suas mãos,
quando não sozinhas,
estão fardadas
de mulheres insanas
e rejeitadas.
Seu caráter me indigna,
sua boca me hipnotiza.
Suas pernas,
quando não sozinhas,
estão trançadas
em outras falsas,
e mal amadas.
Seu coração não sabe amar.
Vingativo e desesperado,
só sabe se apaixonar.
Vou te prender.
Com meus poemas,
vou te conter.
Com meus abraços,
vou te encher.
Com meus carinhos,
vou te envolver.
Com você,
eu vou ser,
muito mais
que apenas um clichê.
seu olhar me apavora.
Suas mãos,
quando não sozinhas,
estão fardadas
de mulheres insanas
e rejeitadas.
Seu caráter me indigna,
sua boca me hipnotiza.
Suas pernas,
quando não sozinhas,
estão trançadas
em outras falsas,
e mal amadas.
Seu coração não sabe amar.
Vingativo e desesperado,
só sabe se apaixonar.
Vou te prender.
Com meus poemas,
vou te conter.
Com meus abraços,
vou te encher.
Com meus carinhos,
vou te envolver.
Com você,
eu vou ser,
muito mais
que apenas um clichê.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Depois do sol.
Queria ver na luz do sol,
onde você se esconde.
Queria ser o clarão do céu,
pra que você me encontre.
Porque eu sei cada passo seu.
Conheço cada poro seu,
cada cor que te enlouquece,
cada coisa que te entorpece.
Conheço sua voz suave,
me pedindo pra ficar,
suas frases feitas
mentindo pra eu beijar.
Conheço todas suas curvas,
todos seus defeitos,
todas suas ambições.
E o que me convém, agora,
são reles apetrechos as situações.
Minhas lágrimas desperdiçaram
as chances de tentar.
Choraram por outro,
que sequer vai lembrar.
E todos seus segredos
estão guardados.
Se tem algo
pra me trazer o arrependimento,
é que o tempo foi lerdo,
o destino materno.
É tarde, amor.
Porque depois do sol,
é escuro, amor, é escuro.
onde você se esconde.
Queria ser o clarão do céu,
pra que você me encontre.
Porque eu sei cada passo seu.
Conheço cada poro seu,
cada cor que te enlouquece,
cada coisa que te entorpece.
Conheço sua voz suave,
me pedindo pra ficar,
suas frases feitas
mentindo pra eu beijar.
Conheço todas suas curvas,
todos seus defeitos,
todas suas ambições.
E o que me convém, agora,
são reles apetrechos as situações.
Minhas lágrimas desperdiçaram
as chances de tentar.
Choraram por outro,
que sequer vai lembrar.
E todos seus segredos
estão guardados.
Se tem algo
pra me trazer o arrependimento,
é que o tempo foi lerdo,
o destino materno.
É tarde, amor.
Porque depois do sol,
é escuro, amor, é escuro.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Ressaca
O único defeito do álcool,
é seu efeito colateral.
Se fosse só a ressaca física,
dávamos um jeito.
Mas a moral é inerte à agua.
O dia vai passando,
e a unica certeza adquirida,
é que eu nunca mais vou beber.
Hoje.
é seu efeito colateral.
Se fosse só a ressaca física,
dávamos um jeito.
Mas a moral é inerte à agua.
O dia vai passando,
e a unica certeza adquirida,
é que eu nunca mais vou beber.
Hoje.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aos meus amigos.
Já não sei se vivo
ou existo,
se amo
ou me engano.
Sei somente
que aqui dentro
anda contente o coração,
pelas noites de 'prozação'
dos amigos que me dão
tanta atenção.
ou existo,
se amo
ou me engano.
Sei somente
que aqui dentro
anda contente o coração,
pelas noites de 'prozação'
dos amigos que me dão
tanta atenção.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Clone
Se toda estrela fosse um erro meu,
Deus teria que fazer menos das cadentes.
Se toda gota do mar fosse um sonho meu,
Deus teria que trazer novamente o dilúvio.
Se todas as plantas formassem as minhas esperanças,
Deus teria que pintar de verde o céu.
Se todo o ar que eu respirasse fosse você,
Que Deus me perdoe,
mas teria que me inventar de novo.
Deus teria que fazer menos das cadentes.
Se toda gota do mar fosse um sonho meu,
Deus teria que trazer novamente o dilúvio.
Se todas as plantas formassem as minhas esperanças,
Deus teria que pintar de verde o céu.
Se todo o ar que eu respirasse fosse você,
Que Deus me perdoe,
mas teria que me inventar de novo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Felicidade.
Não fazer nada é como se jogar numa piscina de cerveja.
Você se afoga, mas do mesmo jeito morre feliz.
Você se afoga, mas do mesmo jeito morre feliz.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Contando.
Andei contando meus erros,
contando meus acertos.
Aqueles faltaram-me os dedos,
estes sobraram-me os apelos.
contando meus acertos.
Aqueles faltaram-me os dedos,
estes sobraram-me os apelos.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Cilada
Seu desinteresse me interessa.
Seu olhar me arremessa
noutro lado dessa peça.
E nessa peça,
vou depressa.
Tudo é charada,
quando não se quer nada.
Vai ver,
foi só uma cilada.
Seu olhar me arremessa
noutro lado dessa peça.
E nessa peça,
vou depressa.
Tudo é charada,
quando não se quer nada.
Vai ver,
foi só uma cilada.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Futuro.
Ando comedida a fazer besteira,
acostumada a não dar bobeira.
Ando pelos cantos,
chorando prantos,
de difíceis encantos.
Será de papel o amor?
só de praxe o calor?
Será inibida
toda a força ativa?
Espero estar viva pra ver,
o quão difícil será viver.
acostumada a não dar bobeira.
Ando pelos cantos,
chorando prantos,
de difíceis encantos.
Será de papel o amor?
só de praxe o calor?
Será inibida
toda a força ativa?
Espero estar viva pra ver,
o quão difícil será viver.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
I don't know.
Eu não sei qual é a da gravidade,
não sei qual é a da seriedade.
Vivo buscando porquês,
que se juntam em clichês,
e me fogem pelos dedos,
como quem tem medo.
Eu não sei qual é a da amizade,
não sei qual é a da falsidade.
Vivo buscando amores,
que são roubados,
por amigos caçadores.
Eu não sei qual é a da minha vida,
não sei qual é a do relógio.
Vivo seguindo um ritmo,
que é ultrapassado,
quando estou ao seu lado.
Eu não sei qual é a do olhar,
não sei qual é a do fixar.
Vivo olhando os bastidores,
causando rumores,
pra quem não tem muitos valores.
Eu não sei qual é a da saída,
não sei qual porte a ser batida.
Vivo seguindo caminhos,
puxando ruídos,
para apenas serem concluídos.
não sei qual é a da seriedade.
Vivo buscando porquês,
que se juntam em clichês,
e me fogem pelos dedos,
como quem tem medo.
Eu não sei qual é a da amizade,
não sei qual é a da falsidade.
Vivo buscando amores,
que são roubados,
por amigos caçadores.
Eu não sei qual é a da minha vida,
não sei qual é a do relógio.
Vivo seguindo um ritmo,
que é ultrapassado,
quando estou ao seu lado.
Eu não sei qual é a do olhar,
não sei qual é a do fixar.
Vivo olhando os bastidores,
causando rumores,
pra quem não tem muitos valores.
Eu não sei qual é a da saída,
não sei qual porte a ser batida.
Vivo seguindo caminhos,
puxando ruídos,
para apenas serem concluídos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Puxando da memória.
Queridos amigos eu vim pra falar
Lembrar, comemorar e quem sabe chorar.
A situação fica difícil,
A distancia indescritível.
O coração já não sabe se chora,
ou se apavora.
A alma sente-se só
Já não vê os mesmos
Não quem conhecemos
Sem eles somos apenas pó
O meu santo está cansado
Da distância.
Fica implorando uma folga,
Pra lembrar da infância.
Não dá pra esquecer dos risos,
Nem dos ofícios,
Que desempenhamos a realizar.
Não dá pra concordar com a vida,
Tão desinibida
A nos separar.
Se a distância é a prova final da amizade
Professora, tirei dez nessa matéria.
Não esqueci de ninguém e nem de nada
Sim, sou um amigo de verdade.
- participação super especial do Guigo =)
Lembrar, comemorar e quem sabe chorar.
A situação fica difícil,
A distancia indescritível.
O coração já não sabe se chora,
ou se apavora.
A alma sente-se só
Já não vê os mesmos
Não quem conhecemos
Sem eles somos apenas pó
O meu santo está cansado
Da distância.
Fica implorando uma folga,
Pra lembrar da infância.
Não dá pra esquecer dos risos,
Nem dos ofícios,
Que desempenhamos a realizar.
Não dá pra concordar com a vida,
Tão desinibida
A nos separar.
Se a distância é a prova final da amizade
Professora, tirei dez nessa matéria.
Não esqueci de ninguém e nem de nada
Sim, sou um amigo de verdade.
- participação super especial do Guigo =)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Coloquialismo.
A lua tá tão diferente,
como meu interior.
Tá tão contingente,
quanto meu pavor.
A lua tá tão fixamente,
que nem no céu,
ela roda mais.
Tá tão caótica,
que nem na ótica,
se entende mais.
A lua tá tão esquecida,
que em toda a vida,
não se vê saída.
Tá tão profunda,
que a gente imunda,
só se afunda.
A lua tá tão normal,
que em todo encontro dual,
só se vê o mal.
Tá tão fiel,
que em todo céu,
é esquecida ao léu.
A lua tá tão na minha,
que só me esguia,
quando to sozinha.
Tá tão normal,
quanto fosse,
meu final.
como meu interior.
Tá tão contingente,
quanto meu pavor.
A lua tá tão fixamente,
que nem no céu,
ela roda mais.
Tá tão caótica,
que nem na ótica,
se entende mais.
A lua tá tão esquecida,
que em toda a vida,
não se vê saída.
Tá tão profunda,
que a gente imunda,
só se afunda.
A lua tá tão normal,
que em todo encontro dual,
só se vê o mal.
Tá tão fiel,
que em todo céu,
é esquecida ao léu.
A lua tá tão na minha,
que só me esguia,
quando to sozinha.
Tá tão normal,
quanto fosse,
meu final.
domingo, 29 de novembro de 2009
Vestibulando
Mais do que esperança,
hoje surge uma confiança.
Dessas clichês,
de nem saber o porquê.
Vou seguindo sem dormir,
fixando os objetivos.
Num convir,
nada mais que persistir.
Junto minhas mãos
sincronizadas até o céu.
Que seja o que Deus quiser,
e que o conhecimento
me seja fiel.
hoje surge uma confiança.
Dessas clichês,
de nem saber o porquê.
Vou seguindo sem dormir,
fixando os objetivos.
Num convir,
nada mais que persistir.
Junto minhas mãos
sincronizadas até o céu.
Que seja o que Deus quiser,
e que o conhecimento
me seja fiel.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Construindo.
Ela sozinha caminha,
feito uma onda.
Vai e vem,
vem e vai.
Tudo estático e programado.
Ela sozinha conquista,
feito uma onda,
vai e não vem,
vem e não vai.
Tudo confuso e estruturado.
Ela sozinha suspira,
feito um relógio,
tic e tac,
tac e tic.
Ela sozinha conspira.
É que cada dia parece
uma montanha para escalar.
E se ela chegar,
pode apostar,
ninguém tira ela de lá.
feito uma onda.
Vai e vem,
vem e vai.
Tudo estático e programado.
Ela sozinha conquista,
feito uma onda,
vai e não vem,
vem e não vai.
Tudo confuso e estruturado.
Ela sozinha suspira,
feito um relógio,
tic e tac,
tac e tic.
Ela sozinha conspira.
É que cada dia parece
uma montanha para escalar.
E se ela chegar,
pode apostar,
ninguém tira ela de lá.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Mais que um capricho.
Eu quero um amor ligeiro,
Dos derradeiros.
Desses que fazem tempestade,
Num copo d'agua cheio.
Eu quero um amor banal,
Dos que fazem tudo,
Sem perguntar a intenção final.
Eu quero um sorriso,
Para por fim no meu juízo.
Quero uns beijos,
Para completar os meus desejos.
Procuro uma razão para viver e converter,
A paixão de ser, apenas um clichê.
Eu quero mais sorte que juízo,
Mais lucro que prejuízo,
Muito mais amor que um capricho.
Dos derradeiros.
Desses que fazem tempestade,
Num copo d'agua cheio.
Eu quero um amor banal,
Dos que fazem tudo,
Sem perguntar a intenção final.
Eu quero um sorriso,
Para por fim no meu juízo.
Quero uns beijos,
Para completar os meus desejos.
Procuro uma razão para viver e converter,
A paixão de ser, apenas um clichê.
Eu quero mais sorte que juízo,
Mais lucro que prejuízo,
Muito mais amor que um capricho.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Divagando.. vagando
Boa noite, senhor,
qual é a sua dor?
mesmo sendo superior,
você sente rancor?
Qual é a sua praia?
Sua tara, sua arma?
Qual é o seu problema,
ser feliz,
sem nenhum dilema?
Boa noite, senhor,
ainda triste pelos cantos,
cabisbaixo, sem encantos?
Qual é a melodia,
ser igual,
sem harmonia?
Boa noite, senhor,
ainda quer meu amor?
Sem medir,
sem intervir,
vem logo me convir!
Qual é a miragem
em tudo isso?
Ser completo,
sem juízo?
Pensar que você, senhor,
seria capaz de amar,
e comigo vagar?
Sabe qual é o problema, senhor,
sua liberdade prende,
tudo que tinha
para ser contente.
Seu medo causa,
dependência de sua alma.
Mas, estou pensando em amor,
e não na sua inocência.
Pensando em amar,
e não em apenas tentar.
qual é a sua dor?
mesmo sendo superior,
você sente rancor?
Qual é a sua praia?
Sua tara, sua arma?
Qual é o seu problema,
ser feliz,
sem nenhum dilema?
Boa noite, senhor,
ainda triste pelos cantos,
cabisbaixo, sem encantos?
Qual é a melodia,
ser igual,
sem harmonia?
Boa noite, senhor,
ainda quer meu amor?
Sem medir,
sem intervir,
vem logo me convir!
Qual é a miragem
em tudo isso?
Ser completo,
sem juízo?
Pensar que você, senhor,
seria capaz de amar,
e comigo vagar?
Sabe qual é o problema, senhor,
sua liberdade prende,
tudo que tinha
para ser contente.
Seu medo causa,
dependência de sua alma.
Mas, estou pensando em amor,
e não na sua inocência.
Pensando em amar,
e não em apenas tentar.
Rosa sem flor.
Era uma vez
uma roseira sem rosa
roçando rigores,
para outros rancores.
Buscou resolver
seu problema freguês,
choveu em si mesma,
rindo, talvez.
Sem sol amanheceu,
sem agua secou.
Sua alma ferveu,
triste de rancor.
Retratou o momento,
recuperou advindo,
com um riso divino,
e um rito intervindo.
Sem rubrica anoiteceu,
purificando o solo seu.
Morreu sem temor.
Foi-se uma roseira sem flor.
uma roseira sem rosa
roçando rigores,
para outros rancores.
Buscou resolver
seu problema freguês,
choveu em si mesma,
rindo, talvez.
Sem sol amanheceu,
sem agua secou.
Sua alma ferveu,
triste de rancor.
Retratou o momento,
recuperou advindo,
com um riso divino,
e um rito intervindo.
Sem rubrica anoiteceu,
purificando o solo seu.
Morreu sem temor.
Foi-se uma roseira sem flor.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pinguim.
E quando eu dei por mim,
você se deu pra mim.
E quando eu caí,
você caiu em mim.
E quando eu percebi,
eu já estava assim.
Você em mim,
e tudo ruim.
Como o cheiro do jasmim,
num desses jardins,
você pra mim,
é mais que um confim.
É o fim dos fins,
esse pensamento
de querer ser um pinguim.
De só ter um amor, enfim.
você se deu pra mim.
E quando eu caí,
você caiu em mim.
E quando eu percebi,
eu já estava assim.
Você em mim,
e tudo ruim.
Como o cheiro do jasmim,
num desses jardins,
você pra mim,
é mais que um confim.
É o fim dos fins,
esse pensamento
de querer ser um pinguim.
De só ter um amor, enfim.
Sem alternativa.
Fico sem alternativa,
sem recíproca tentativa.
Você me atrai pra perto de você,
e eu fico aqui,
sem entender.
Qual é a sua reação?
Se eu te disser minha intenção?
Qual é o seu desejo?
Morrer sem meu beijo?
Preciso não querer sentir,
e não sentir por querer.
Você me atrai pra perto de você,
e eu fico aqui,
sem porquê.
sem recíproca tentativa.
Você me atrai pra perto de você,
e eu fico aqui,
sem entender.
Qual é a sua reação?
Se eu te disser minha intenção?
Qual é o seu desejo?
Morrer sem meu beijo?
Preciso não querer sentir,
e não sentir por querer.
Você me atrai pra perto de você,
e eu fico aqui,
sem porquê.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Senhora liberdade.
Sigo cega pelo mundo,
suavizando sonhos.
Sinto ser selvagem,
porque a senhora liberdade,
não me deixa sair.
Sigo sempre sorrindo,
cantando um novo hino.
Sempre sentindo,
um sentimento divino.
suavizando sonhos.
Sinto ser selvagem,
porque a senhora liberdade,
não me deixa sair.
Sigo sempre sorrindo,
cantando um novo hino.
Sempre sentindo,
um sentimento divino.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Noites cruas.
Noites de uma primavera qualquer.
Do dia 30, do mês 10.
Sem flores,
Nem amores.
A verdade que condiz,
É que você se desfez.
E o suor do seu rosto,
Confundiu com o do meu corpo.
Noites de um dia qualquer.
Do dia sim, do mês não.
E o ano corre,
Some,
Me consome.
E as pontas dos seus dedos,
Confundiram-se com meus pêlos.
Noites de uma pessoa qualquer.
Do dia claro, do mês escuro.
Sem sol,
Nem lua.
A verdade toda nua,
É que minha noite,
sempre é crua.
Do dia 30, do mês 10.
Sem flores,
Nem amores.
A verdade que condiz,
É que você se desfez.
E o suor do seu rosto,
Confundiu com o do meu corpo.
Noites de um dia qualquer.
Do dia sim, do mês não.
E o ano corre,
Some,
Me consome.
E as pontas dos seus dedos,
Confundiram-se com meus pêlos.
Noites de uma pessoa qualquer.
Do dia claro, do mês escuro.
Sem sol,
Nem lua.
A verdade toda nua,
É que minha noite,
sempre é crua.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Xô negra Fulô.
Negra Fulô anda triste.
Cabisbaixa pela casa.
E a peça roubada,
apareceu pela sala.
E Negra Fulô,
onde é que tá seu sinhô?
Foi ter com ele Fulô?
E o filho do ventre,
é do sinhô, Negra Fulô?
Qual o nome do coitado?
Celestino ou Bernardo?
Quanto tempo, Fulô,
só pode ser caô.
O filho é branco,
e o seu amor um engano.
Só pode ser xingo.
A tal da Negra Fulô,
da janela 'pulo'.
Pela primeira vez na vida,
agora é de cima,
que Fulô vê o sinhô.
Que sorte, Negra Fulô.
Que sorte.
A vida disse xô,
xô Negra fulô, xô.
ps: para compreender, rs. http://www.revista.agulha.nom.br/jorge.html
Cabisbaixa pela casa.
E a peça roubada,
apareceu pela sala.
E Negra Fulô,
onde é que tá seu sinhô?
Foi ter com ele Fulô?
E o filho do ventre,
é do sinhô, Negra Fulô?
Qual o nome do coitado?
Celestino ou Bernardo?
Quanto tempo, Fulô,
só pode ser caô.
O filho é branco,
e o seu amor um engano.
Só pode ser xingo.
A tal da Negra Fulô,
da janela 'pulo'.
Pela primeira vez na vida,
agora é de cima,
que Fulô vê o sinhô.
Que sorte, Negra Fulô.
Que sorte.
A vida disse xô,
xô Negra fulô, xô.
ps: para compreender, rs. http://www.revista.agulha.nom.br/jorge.html
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Numa boa.
Não há quem deserte o meu bem-estar.
Sou a vivência em pessoa,
Busco a felicidade, numa boa.
Sou a vivência em pessoa,
Busco a felicidade, numa boa.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Egocentrismo
Eu sou do ócio, camarada.
Da rua e da balada.
Sou faísca, sou o fogo,
Eu bem escolho
O meu contorno.
Sou a la vonté, camarada.
Da vida e da madrugada.
Sou chuva, sou tempestade,
Eu bem escolho
A minha maturidade.
Sou da noite, camarada.
Da criança à equilibrada.
Sou responsável, sou insegura,
Eu bem escolho
Meu dia de ir pra rua.
Sou da vida, camarada,
Das subidas e das descidas.
Sou o carro, o caminhão,
Eu bem escolho
O meu quinhão.
Sou das românticas, camarada,
Das loucas e das baratas.
Sou fiel, sou cruel,
Eu bem escolho
O meu mel.
Sou das boemias, camarada.
Dos bares e dos lugares.
Sou sã,
Sou pagã,
Eu bem escolho meu sutiã.
Sou das palavras, camarada.
Das curtas e das rápidas.
Sou sincera ao que me espera.
Eu bem escolho o mecanismo,
De tanto egocentrismo.
Da rua e da balada.
Sou faísca, sou o fogo,
Eu bem escolho
O meu contorno.
Sou a la vonté, camarada.
Da vida e da madrugada.
Sou chuva, sou tempestade,
Eu bem escolho
A minha maturidade.
Sou da noite, camarada.
Da criança à equilibrada.
Sou responsável, sou insegura,
Eu bem escolho
Meu dia de ir pra rua.
Sou da vida, camarada,
Das subidas e das descidas.
Sou o carro, o caminhão,
Eu bem escolho
O meu quinhão.
Sou das românticas, camarada,
Das loucas e das baratas.
Sou fiel, sou cruel,
Eu bem escolho
O meu mel.
Sou das boemias, camarada.
Dos bares e dos lugares.
Sou sã,
Sou pagã,
Eu bem escolho meu sutiã.
Sou das palavras, camarada.
Das curtas e das rápidas.
Sou sincera ao que me espera.
Eu bem escolho o mecanismo,
De tanto egocentrismo.
domingo, 15 de novembro de 2009
Pessoa sem alma
Se as palavras não me saírem,
As ideias me vão.
Sabores eternos,
De mentes salgadas.
Adocei minha vida,
Procurando uma razão.
São tantas estradas,
Poucas caminhadas.
Fico eu aqui,
Sonhando um final.
Tenho alma colossal,
Força desigual,
E me sobram motivos,
Para destroçar
Meu emocional.
Fernando Pessoa que me perdoe,
Mas nem tudo vale a pena,
Se a alma não for pequena.
As ideias me vão.
Sabores eternos,
De mentes salgadas.
Adocei minha vida,
Procurando uma razão.
São tantas estradas,
Poucas caminhadas.
Fico eu aqui,
Sonhando um final.
Tenho alma colossal,
Força desigual,
E me sobram motivos,
Para destroçar
Meu emocional.
Fernando Pessoa que me perdoe,
Mas nem tudo vale a pena,
Se a alma não for pequena.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Uva.
Caminhando pela minha rua, algumas sujeiras, muitos carros e nenhuma pessoa. O vento soprava leve, a chuva de tanto ameaçar, não se dava por contente, resolveu cair. A feira das terças-feiras acabará de acabar. Algumas frutas, sozinhas, largadas, a deriva, ficavam expostas as gotas da chuva. Olhando pelas esquinas, me deparei com um homem e uma menina, ainda criança, caminhando atentos por entre o viés das ruas. O carrinho de transportar papelão, de tão vazio, formava reles apetrecho a situação. São tantos que vejo pelo dia, que minha visão se acostumou; como os postes se tornaram pela minha vida. Se algum desaparecesse, eu não notaria. Cruel sou ao escrever isso, mas para mim, continuava sozinha. Mas algo me chamou atenção na menina. Sua inocência se ofuscava no cabelo mal lavado, e nas sandálias sujas enrugadas de tão velhas. Fiquei imaginando como seria seu nome. Maria, Ana, Beatriz, talvez, porém, meu pensamento logo fugiu quando percebi que eles corriam em minha direção. Com uma mão segurando o carrinho, e a outra de mãos dadas com o homem, que imaginei ser o pai dela, subia. E não só subia, sorria. E não só um sorriso, o sorriso. Como se avistasse um tesouro nunca antes encontrado. Imaginei milhares de coisas. Um assalto, uma indagação, um pedido. Confesso ter sentido medo. Entretanto, meu medo foi-se embora, quando eles feito um foguete, passaram por mim e logo pararam na esquina, onde uma pilha de papelão os esperava. Senti-me um lixo, mais um pedaço de papelão jogado pela rua. Como pudi pensar em um assalto? A vida nos gosta de dar lições. E a minha, desse dia, não parava por aí. Depois de juntar todos os papelões, cuidadosamente, se alinharam com o meio fio, para esperar o trânsito, que àquela hora do dia, ameaçava um caos. A menina, tímida de estar ao meu lado, abaixou-se, e com as mãos mais infantis que eu já vi, pegou uma única uva do chão. Amassada, e aposto que sem caldo algum. Ela devia estar ali, há no mínimo uma hora, a mira de chuva, enxurrada ou até um animal. Pensei em perguntar o porquê ela pegou a uva. Porém, logo descobri. Foi quando a menina olhou com os olhos de um cachorro abandonado, e disse: ‘’Pai, a chuva vai aumentar!’’ Eu não estava errada, o homem era mesmo o pai da menina. O homem, sem estimular nenhuma reação a mais, mirou seus olhos ao céu. A menina, num gesto rápido e repentino levou suas mãos a boca e engoliu a uva. Logo depois, soltou um riso de satisfação. Sua inocência foi devolvida a ela, por um segundo. Foram-se os dois por entre os carros parados. E eu ali, extasiada de tanta indignação, fui tomada pelo sentimento mais confuso que já senti. Eu queria ser uma uva. Queria estar no chão, enrugada, suja, esquecida. Mas boa o bastante para arrancar do rosto de uma criança, um sublime sorriso de satisfação.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Empate
Dois a dois.
Empatou nossos olhares.
Dois a um,
ganhei um soslaio.
Um a um,
empatou nossos beijos.
Um a zero,
ganhei um bocejo.
Zero a zero.
Ninguém ganhou,
tudo empatou.
Sozinho, ficou.
Empatou nossos olhares.
Dois a um,
ganhei um soslaio.
Um a um,
empatou nossos beijos.
Um a zero,
ganhei um bocejo.
Zero a zero.
Ninguém ganhou,
tudo empatou.
Sozinho, ficou.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Mariposas
Las mariposas azules,
esclavas de un solo día,
flujo a través de los coches
dejando rastro sangría.
Y si la lluvia no caer,
Las gotas no formar,
Si Irán con el viento,
Sin tener la oportunidad de disfrutar.
¿Por qué no una mariposa?
Con sólo un día de hermosa?
¿Por qué una mariposa?
Si no puede tener amor eterno,
Para deshacer el placer de ser,
de sólo un día vivir?
esclavas de un solo día,
flujo a través de los coches
dejando rastro sangría.
Y si la lluvia no caer,
Las gotas no formar,
Si Irán con el viento,
Sin tener la oportunidad de disfrutar.
¿Por qué no una mariposa?
Con sólo un día de hermosa?
¿Por qué una mariposa?
Si no puede tener amor eterno,
Para deshacer el placer de ser,
de sólo un día vivir?
Com julgando.
E ela fica,
se prontifica,
se qualifica,
se modifica.
Da terceira pessoa,
se suja,
se conjuga,
se julga,
vá para uma fuga.
Da segunda pessoa,
se te sujares,
se te conjugares,
se te julgares,
vá pra outros lugares.
Da primeira pessoa,
se sujo,
se conjugo,
se julgo,
vou do refugo.
Da quarta pessoa,
se existisse,
se prontificasse,
se qualificasse,
se modificasse,
eu seria.
Prontificaria,
qualificaria,
modificaria.
Ficaria,
aqui,
a espreita,
duma colheita,
sujeita,
a uma desfeita,
da primeira pessoa suspeita.
se prontifica,
se qualifica,
se modifica.
Da terceira pessoa,
se suja,
se conjuga,
se julga,
vá para uma fuga.
Da segunda pessoa,
se te sujares,
se te conjugares,
se te julgares,
vá pra outros lugares.
Da primeira pessoa,
se sujo,
se conjugo,
se julgo,
vou do refugo.
Da quarta pessoa,
se existisse,
se prontificasse,
se qualificasse,
se modificasse,
eu seria.
Prontificaria,
qualificaria,
modificaria.
Ficaria,
aqui,
a espreita,
duma colheita,
sujeita,
a uma desfeita,
da primeira pessoa suspeita.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Notas.
DÓminei a sinfonia.
RÉcostitui a melodia.
MÍ fazendo alegria,
FÁrejei uma sinestesia.
SOLitária a companhia,
LÁbutando uma filosofia.
SI não fosse a vida boemia,
poesia, apenas faria.
RÉcostitui a melodia.
MÍ fazendo alegria,
FÁrejei uma sinestesia.
SOLitária a companhia,
LÁbutando uma filosofia.
SI não fosse a vida boemia,
poesia, apenas faria.
domingo, 8 de novembro de 2009
Todas.
Procuro no som
um silêncio auditivo.
Procuro na escuridão
um começo de clarão.
Procuro no céu,
uma árvore ao léu.
Procuro nas horas,
algumas demoras.
Procuro em mim,
algumas saídas.
Procuro em você,
algumas alternativas.
Encontrei em você,
todas as saídas.
Encontrei em mim,
todas as alternativas.
um silêncio auditivo.
Procuro na escuridão
um começo de clarão.
Procuro no céu,
uma árvore ao léu.
Procuro nas horas,
algumas demoras.
Procuro em mim,
algumas saídas.
Procuro em você,
algumas alternativas.
Encontrei em você,
todas as saídas.
Encontrei em mim,
todas as alternativas.
sábado, 7 de novembro de 2009
Abstinência
Como seria a primavera sem as flores?
Como seria o verão sem o sol?
Como seria a minha vida,
sem tantas outras vidas fugidas?
O vento estoura a soprar,
as flores da primavera a secar,
que correm pelo chão buscando
uma acareação.
Dividindo as mãos,
das poucas folhas sem razão,
procuram um canto em vão.
E só as rimas vão me lembrar,
que tudo posso balbuciar,
até a falta dum estouro,
pode encontrar um tesouro.
Fico quieta pensando,
que raios voando,
podem trazer um ruído,
dos quietos,
só dos temidos.
Fico inquieta convindo,
a falta vai diminuindo,
e a pura abstinência vem sorrindo.
Como seria o verão sem o sol?
Como seria a minha vida,
sem tantas outras vidas fugidas?
O vento estoura a soprar,
as flores da primavera a secar,
que correm pelo chão buscando
uma acareação.
Dividindo as mãos,
das poucas folhas sem razão,
procuram um canto em vão.
E só as rimas vão me lembrar,
que tudo posso balbuciar,
até a falta dum estouro,
pode encontrar um tesouro.
Fico quieta pensando,
que raios voando,
podem trazer um ruído,
dos quietos,
só dos temidos.
Fico inquieta convindo,
a falta vai diminuindo,
e a pura abstinência vem sorrindo.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Andando.
Ando sem inspiração,
para soneto ou canção.
ando me arrastando,
pelos cantos levando.
Ando voando,
como as abelhas,
migrando.
Ando correndo,
contra o vento cinzento.
Ando descobrindo,
a força do sol a pino.
Ando sonhando,
por quem estaria amando.
Ando sorrindo,
com a vida diminuindo.
Ando escutando,
murmúrios passando.
Ando possuindo,
um sentimento divino.
Ando querendo,
acabar prevendo.
Ando enchendo,
linhas vagas trazendo.
Ando destruindo,
sorrindo e chorando.
Ando caindo,
levantando e construindo.
Ando parando,
por aqui ficando.
para soneto ou canção.
ando me arrastando,
pelos cantos levando.
Ando voando,
como as abelhas,
migrando.
Ando correndo,
contra o vento cinzento.
Ando descobrindo,
a força do sol a pino.
Ando sonhando,
por quem estaria amando.
Ando sorrindo,
com a vida diminuindo.
Ando escutando,
murmúrios passando.
Ando possuindo,
um sentimento divino.
Ando querendo,
acabar prevendo.
Ando enchendo,
linhas vagas trazendo.
Ando destruindo,
sorrindo e chorando.
Ando caindo,
levantando e construindo.
Ando parando,
por aqui ficando.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O melhor amigo do homem.
Alguns problemas,
Alguns dilemas,
Tudo se resolve,
Quando ao ar,
Grito seu nome.
E sem ninguém me perceber,
Toda aquela angustia
Transformou-se em amor por você.
Se ao menos respondesse,
Se seu olhar resolvesse!
Se todos seus pelos,
Contassem meus segredos,
De nada resolveria meus apelos!
Alguns dilemas,
Tudo se resolve,
Quando ao ar,
Grito seu nome.
E sem ninguém me perceber,
Toda aquela angustia
Transformou-se em amor por você.
Se ao menos respondesse,
Se seu olhar resolvesse!
Se todos seus pelos,
Contassem meus segredos,
De nada resolveria meus apelos!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Depois de ontem.
O céu de hoje,
a noite de ontem.
Eu de hoje,
você de ontem.
Tudo de hoje,
nada de ontem.
Sentimento de hoje,
impulso de ontem.
Silêncio de hoje,
sussurros de ontem.
Eu de ontem,
Você de agora.
a noite de ontem.
Eu de hoje,
você de ontem.
Tudo de hoje,
nada de ontem.
Sentimento de hoje,
impulso de ontem.
Silêncio de hoje,
sussurros de ontem.
Eu de ontem,
Você de agora.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Nenhum mal
Se perdemos o bonde,
Se jogamos errado,
Que mal há em culpar o tempo?
Se nossas mãos se encaixaram,
Se nossos pés se esfregaram,
Que mal há em voltar?
Ah, se os amantes se amaram,
E loucos trafegaram,
Pelo chão se esmiuçaram,
Que mal há em aparecer?
Se os lábios se beijaram,
E aos céus com as mãos tocaram,
Que mal há em voar?
Se os lençóis nos procuraram,
Se as nossas meias se entrelaçaram,
Que mal há em retroceder?
Se nos perdemos ao amanhecer,
Se os seus risos ao me ensurdecer,
Foram fracos até morrer,
Que mal há em desdizer?
Se tudo culmina pra você,
E tudo fundiu um prazer,
Que mal há em querer?
Se jogamos errado,
Que mal há em culpar o tempo?
Se nossas mãos se encaixaram,
Se nossos pés se esfregaram,
Que mal há em voltar?
Ah, se os amantes se amaram,
E loucos trafegaram,
Pelo chão se esmiuçaram,
Que mal há em aparecer?
Se os lábios se beijaram,
E aos céus com as mãos tocaram,
Que mal há em voar?
Se os lençóis nos procuraram,
Se as nossas meias se entrelaçaram,
Que mal há em retroceder?
Se nos perdemos ao amanhecer,
Se os seus risos ao me ensurdecer,
Foram fracos até morrer,
Que mal há em desdizer?
Se tudo culmina pra você,
E tudo fundiu um prazer,
Que mal há em querer?
Arranha-'seus'
Arranha seus botões,
divide seus vergões,
discute se no céu
um novo véu
se descobriu.
Arranha meus botões,
divide meus vergões.
Discute se no meu
um novo mel
te proibiu.
Arranhe todo o céu,
bifurque todo o amor.
Descubra se no rio,
um novo fio,
me puxou.
Esses arranha-céus,
arranham meu amor,
descobrem toda a cor,
Dividem meu pudor,
proibindo toda a dor,
que um dia foi rancor.
divide seus vergões,
discute se no céu
um novo véu
se descobriu.
Arranha meus botões,
divide meus vergões.
Discute se no meu
um novo mel
te proibiu.
Arranhe todo o céu,
bifurque todo o amor.
Descubra se no rio,
um novo fio,
me puxou.
Esses arranha-céus,
arranham meu amor,
descobrem toda a cor,
Dividem meu pudor,
proibindo toda a dor,
que um dia foi rancor.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Indigestão do amor
Flores, são tantas flores,
Que me invejam seu poder
Quando são de cores.
Mesmo que cores,
não tenham cheiro,
nem sabores, saiba
que são todas dos amores.
Flores, são tantas flores,
Que me inebriam ao saber,
Que todos podemos esquecer.
Flores, são tantas flores,
As mais artificiais,
Que de tão florais,
Mostram seus sinais,
Só pelas belezas verdejais.
Flores, são tantas flores,
Meras flores,
Que não entendo o porquê.
Se ao menos fossem de comer!
Que me invejam seu poder
Quando são de cores.
Mesmo que cores,
não tenham cheiro,
nem sabores, saiba
que são todas dos amores.
Flores, são tantas flores,
Que me inebriam ao saber,
Que todos podemos esquecer.
Flores, são tantas flores,
As mais artificiais,
Que de tão florais,
Mostram seus sinais,
Só pelas belezas verdejais.
Flores, são tantas flores,
Meras flores,
Que não entendo o porquê.
Se ao menos fossem de comer!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O que te convém.
To precisando de alguém, ô.
To precisando de você, ô.
Vê se me aquece,
Me entorpece,
Me enrijece, ô.
Balança esse braço
Que eu quero me perder
No seu abraço, ô.
Não se esqueça,
Não me enlouqueça,
Que eu perco a cabeça, ô.
Não me desdém,
Vem sem ninguém,
Que te convém, ô.
To precisando de você, ô.
Vê se me aquece,
Me entorpece,
Me enrijece, ô.
Balança esse braço
Que eu quero me perder
No seu abraço, ô.
Não se esqueça,
Não me enlouqueça,
Que eu perco a cabeça, ô.
Não me desdém,
Vem sem ninguém,
Que te convém, ô.
sábado, 24 de outubro de 2009
Tudo que me resta.
Noites banais,
nada mais que surreais.
Tenho ainda dois anos,
para escrever meus enganos.
Se não sou poetisa,
estou poetando.
Acabando e lapidando,
meus dois últimos anos.
Farinha do mesmo saco,
pensamento no mesmo passo,
todo adolescente escreve,
até que a vida os leve,
seus 19 anos breves.
Se não estou poetando,
estou dissipando.
O poeta conversa com a poesia,
descobrindo a melodia,
da noite mais fria.
Se não estou dissipando,
estou recomendando.
Escreva aos 19 anos,
amar, chorar, cantar.
Se não vingar,
agradeça por tentar.
nada mais que surreais.
Tenho ainda dois anos,
para escrever meus enganos.
Se não sou poetisa,
estou poetando.
Acabando e lapidando,
meus dois últimos anos.
Farinha do mesmo saco,
pensamento no mesmo passo,
todo adolescente escreve,
até que a vida os leve,
seus 19 anos breves.
Se não estou poetando,
estou dissipando.
O poeta conversa com a poesia,
descobrindo a melodia,
da noite mais fria.
Se não estou dissipando,
estou recomendando.
Escreva aos 19 anos,
amar, chorar, cantar.
Se não vingar,
agradeça por tentar.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
De onde é que vem?
De onde é que veio esses tantos sentimentos?
De onde é que saiu esses tantos desesperos?
Vindo, saindo, eu senti, você querendo e saindo,
você vindo e sorrindo.
De onde é que surgiu essas tantas bagagens?
De onde é que emergiu essas tantas imagens?
Surgindo, suave, eu vi, você querendo e emergindo,
você vindo e diminuindo.
De onde é que partiu essas tantas feridas?
De onde é que surgiu essas tantas despedidas?
Partindo, partida, eu feri, você feriu e sumiu.
Surgiu e me partiu.
Nos últimos discos de vinil
ainda escuto o som da sua voz como uma tarde primaveril.
Nas primeiras horas de hoje pressinto estar contente,
Com sua alma ausente.
De onde é que saiu esses tantos desesperos?
Vindo, saindo, eu senti, você querendo e saindo,
você vindo e sorrindo.
De onde é que surgiu essas tantas bagagens?
De onde é que emergiu essas tantas imagens?
Surgindo, suave, eu vi, você querendo e emergindo,
você vindo e diminuindo.
De onde é que partiu essas tantas feridas?
De onde é que surgiu essas tantas despedidas?
Partindo, partida, eu feri, você feriu e sumiu.
Surgiu e me partiu.
Nos últimos discos de vinil
ainda escuto o som da sua voz como uma tarde primaveril.
Nas primeiras horas de hoje pressinto estar contente,
Com sua alma ausente.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Amor por encomenda.
Toca a campainha.
Num pulo desordeiro,
Descubro quem veio.
-Correio, gritou.
E com as mãos numa caixa,
Ele me entregou.
Será uma multa,
Ou mais um cartão?
Sem nenhum compromisso,
Abri um sorriso
E fechei o portão.
Abrindo a caixa,
Uma indignação.
Era um amor que eu pedi
Por ‘encomendação’.
Será dos leais,
Ou mais um dos banais?
Prefiro me precaver
A sozinha sofrer.
Amanhã, a caixa vou devolver.
Num pulo desordeiro,
Descubro quem veio.
-Correio, gritou.
E com as mãos numa caixa,
Ele me entregou.
Será uma multa,
Ou mais um cartão?
Sem nenhum compromisso,
Abri um sorriso
E fechei o portão.
Abrindo a caixa,
Uma indignação.
Era um amor que eu pedi
Por ‘encomendação’.
Será dos leais,
Ou mais um dos banais?
Prefiro me precaver
A sozinha sofrer.
Amanhã, a caixa vou devolver.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cumbuca
Dizem que somos feito panelas.
que formam linhas paralelas,
com tampas de curvas belas.
Devo ser uma cumbuca,
dessas da liquidação,
sem tampa nem motivo,
vivo seguindo a razão.
que formam linhas paralelas,
com tampas de curvas belas.
Devo ser uma cumbuca,
dessas da liquidação,
sem tampa nem motivo,
vivo seguindo a razão.
domingo, 18 de outubro de 2009
Lo día
Mi herida no sana,
Mi corazón se engana.
Su herida cicatriza,
Su corazón cristaliza.
Me vuelvo a pensar,
Que cargas d’agua
Me van sanar.
Me vuelvo a escribir,
Lo día de decir.
Mi corazón se engana.
Su herida cicatriza,
Su corazón cristaliza.
Me vuelvo a pensar,
Que cargas d’agua
Me van sanar.
Me vuelvo a escribir,
Lo día de decir.
sábado, 17 de outubro de 2009
Saindo de mim.
Acordei sufocando o travesseiro,
e minhas entranhas suspiraram.
Num sopro quase certeiro.
Meus ouvidos sentiram um ruído,
desses bem deprimidos.
O fim dizendo que por fim
sairia de mim,
deixando apenas um rabisquim.
Só pra rimar,
sem exagerar,
minha vida foi parar,
numa esquina de bar.
Perdoei minhas palavras,
engoli meu orgulho,
Pedi perdão pelos meus atos
e encontrei um futuro.
E no bar,
só pra acabar,
saí a falar,
que tudo vai ajeitar.
e minhas entranhas suspiraram.
Num sopro quase certeiro.
Meus ouvidos sentiram um ruído,
desses bem deprimidos.
O fim dizendo que por fim
sairia de mim,
deixando apenas um rabisquim.
Só pra rimar,
sem exagerar,
minha vida foi parar,
numa esquina de bar.
Perdoei minhas palavras,
engoli meu orgulho,
Pedi perdão pelos meus atos
e encontrei um futuro.
E no bar,
só pra acabar,
saí a falar,
que tudo vai ajeitar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Das ternuras.
Escutei de olhos fechados,
O que queria ver.
Esperei de mãos atadas,
O que devia fazer.
Ainda quente da febre,
Descobri um fogo frio.
Foi deslizando em minhas veias,
Encontrando um novo rio.
Foi esfriando meu âmago,
Destruindo meu íntimo,
Quebrando as correntes,
E dando um novo ritmo.
Ah, se eu pudesse reaquecer,
Se eu tivesse outra febre,
E me empenhasse em outra prece.
Sentiria de novo,
Encontraria um novo.
Talvez um amor,
Pífio de aventuras,
Desses quietos,
Só das ternuras.
O que queria ver.
Esperei de mãos atadas,
O que devia fazer.
Ainda quente da febre,
Descobri um fogo frio.
Foi deslizando em minhas veias,
Encontrando um novo rio.
Foi esfriando meu âmago,
Destruindo meu íntimo,
Quebrando as correntes,
E dando um novo ritmo.
Ah, se eu pudesse reaquecer,
Se eu tivesse outra febre,
E me empenhasse em outra prece.
Sentiria de novo,
Encontraria um novo.
Talvez um amor,
Pífio de aventuras,
Desses quietos,
Só das ternuras.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Alguns passos.
Três e trinta e tantas.
Tantas torturas,
tantas tonturas,
tantas ternuras.
Não vou me abalando
com os ponteiros do relógio,
que distam meu topo
de um todo tortuoso.
Quatro e quarenta e quantas.
Quantas guerrilhas,
quantas quadrilhas,
quantas guaritas.
Não, vou me abalando.
Esses ponteiros quentes,
queimam minha mente.
Quarenta passos inconseqüentes.
Tantas torturas,
tantas tonturas,
tantas ternuras.
Não vou me abalando
com os ponteiros do relógio,
que distam meu topo
de um todo tortuoso.
Quatro e quarenta e quantas.
Quantas guerrilhas,
quantas quadrilhas,
quantas guaritas.
Não, vou me abalando.
Esses ponteiros quentes,
queimam minha mente.
Quarenta passos inconseqüentes.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Minha vocação.
Com licença,
Preciso procurar minha atenção.
Com licença,
Preciso aspirar minha divagação.
Com licença,
Preciso encontrar minha vocação.
Com toda licença
Preciso achar você,
Minha atenção de viver.
Com toda licença
Preciso aspirar você,
Meu ar de reviver.
Com toda licença,
Preciso encontrar você.
Minha vocação de ser.
Preciso procurar minha atenção.
Com licença,
Preciso aspirar minha divagação.
Com licença,
Preciso encontrar minha vocação.
Com toda licença
Preciso achar você,
Minha atenção de viver.
Com toda licença
Preciso aspirar você,
Meu ar de reviver.
Com toda licença,
Preciso encontrar você.
Minha vocação de ser.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ele
O mais fútil pensamento
E o mais belo dos sentimentos,
O mais difícil de entender,
E o mais lindo de se ver.
O mais confuso de perceber,
E o mais medroso de sentir.
Eu quis entender,
Quis ver,
Quis perceber,
Quis parar de sentir.
Entendi que não se sabe, se vê.
Percebi que não se entende, se sente.
E agora só me restam sobras
Ignorantes de um tudo e de um nada.
Eu só queria entender. Só.
Com um enorme mar entre,
Eu ainda sinto.
Com o amor não se pode,
Só entende quem sente.
Eu sinto por sentir.
E o mais belo dos sentimentos,
O mais difícil de entender,
E o mais lindo de se ver.
O mais confuso de perceber,
E o mais medroso de sentir.
Eu quis entender,
Quis ver,
Quis perceber,
Quis parar de sentir.
Entendi que não se sabe, se vê.
Percebi que não se entende, se sente.
E agora só me restam sobras
Ignorantes de um tudo e de um nada.
Eu só queria entender. Só.
Com um enorme mar entre,
Eu ainda sinto.
Com o amor não se pode,
Só entende quem sente.
Eu sinto por sentir.
domingo, 11 de outubro de 2009
Janela
Esses tantos sentimentos,
Me amargam aqui dentro.
Esses tantos movimentos,
Me tiram de um tormento.
Suas tantas palavras,
Afastam minha calma.
Suas tantas cortesias,
Protegem minha vida.
Preciso agir,
Correr, partir.
Dizer além,
Tudo que espero
E que me convém.
Preciso sentir,
Sorrir, emergir.
Ouvir que espera,
Sentado na janela.
Me amargam aqui dentro.
Esses tantos movimentos,
Me tiram de um tormento.
Suas tantas palavras,
Afastam minha calma.
Suas tantas cortesias,
Protegem minha vida.
Preciso agir,
Correr, partir.
Dizer além,
Tudo que espero
E que me convém.
Preciso sentir,
Sorrir, emergir.
Ouvir que espera,
Sentado na janela.
sábado, 10 de outubro de 2009
Desabrochando.
Desistir, correr, se esconder.
Não mais desisto,
Não mais corro.
Levemente me escondo.
Mentir, sentir, se abrir.
Não mais minto,
Não mais sinto.
Suavemente estou abrindo.
Contar, amar, acomodar.
Não mais conto,
Não mais amo.
Realmente só me acomodando.
Não mais desisto,
Não mais corro.
Levemente me escondo.
Mentir, sentir, se abrir.
Não mais minto,
Não mais sinto.
Suavemente estou abrindo.
Contar, amar, acomodar.
Não mais conto,
Não mais amo.
Realmente só me acomodando.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Pulsar... ar...ar
Não sei quanto tempo,
não entendo como é lento.
Espero estar atenta
a tudo que me atormenta.
Sentir, pulsar, descobrir,
me embriaguei pensando em ti.
Partir, pulsar, voar,
me libertei sem sequer chorar.
A chuva cai,
meu pensamento foge.
Você se vai,
tudo se resolve.
não entendo como é lento.
Espero estar atenta
a tudo que me atormenta.
Sentir, pulsar, descobrir,
me embriaguei pensando em ti.
Partir, pulsar, voar,
me libertei sem sequer chorar.
A chuva cai,
meu pensamento foge.
Você se vai,
tudo se resolve.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Além da noite.
E as horas passam,
os ciscos correm,
a chuva ameaça,
tudo se move.
As vidas andam,
o relógio foge,
você se encaixa,
quando me consome.
A noite chega,
você também,
tudo que eu quero,
não me convém.
A noite passa,
você também,
espero mesmo te ter além.
os ciscos correm,
a chuva ameaça,
tudo se move.
As vidas andam,
o relógio foge,
você se encaixa,
quando me consome.
A noite chega,
você também,
tudo que eu quero,
não me convém.
A noite passa,
você também,
espero mesmo te ter além.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Indagações do inexistente.
Mais um antigo (maio de 2006), com adaptações necessárias. Acreditem, super necessárias!
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
domingo, 4 de outubro de 2009
Sagatiba.
"Saga quer dizer ´em busca`; tiba quer dizer ´eterno`. Sagatiba eterna busca do valor mais puro"
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Historia sem fim.
Mudando um pouco os ares, uma pseudo-historia. Antiga, de 2006, contando com uma participação especial do meu querido colega Wendell. La vamos nos de novo, então:
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Opuesta.
No hay loco como yo.
No hay herramientas para eso.
Yo prefiero mi sombra a tu sombra.
Mi muerte a tu vida,
mi dolor a tu amor,
nada a nadie.
Sin ti soy la página opuesta
de muchos de estos libros
que yo nunca he escrito.
No hay herramientas para eso.
Yo prefiero mi sombra a tu sombra.
Mi muerte a tu vida,
mi dolor a tu amor,
nada a nadie.
Sin ti soy la página opuesta
de muchos de estos libros
que yo nunca he escrito.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Pseudo-chuva.
As lavadeiras correm para o pátio,
o porteiro fecha as janelas,
o vizinho resolve guardar o carro,
e eu fico escrevendo e descrevendo.
Os trovoes anunciam sonoramente,
os relâmpagos visualmente.
O vento na pele incide,
que eh hora de entrar.
Pela janela pingos já caem,
na luz do poste refletem,
a imensidão da noite
perdida nesse albergue.
Nem sequer mais um segundo
e tudo volta para o seu lugar.
Tudo estático e gotejado.
Era apenas um alarme falsificado.
o porteiro fecha as janelas,
o vizinho resolve guardar o carro,
e eu fico escrevendo e descrevendo.
Os trovoes anunciam sonoramente,
os relâmpagos visualmente.
O vento na pele incide,
que eh hora de entrar.
Pela janela pingos já caem,
na luz do poste refletem,
a imensidão da noite
perdida nesse albergue.
Nem sequer mais um segundo
e tudo volta para o seu lugar.
Tudo estático e gotejado.
Era apenas um alarme falsificado.
domingo, 27 de setembro de 2009
Seus botões II
Não quero um pouco de sentimento,
não quero apagar esse tormento,
quero sentir seus botões
apregoados em minhas razoes.
Não quero um pouco de acalento,
não quero sumir com esse desalento,
quero pregar em seus olhos,
esses tantos imbróglios
que eu criei sem suspensórios.
Não sei o que quero,
nem sei o que espero.
Fico em cá sem botões.
não quero apagar esse tormento,
quero sentir seus botões
apregoados em minhas razoes.
Não quero um pouco de acalento,
não quero sumir com esse desalento,
quero pregar em seus olhos,
esses tantos imbróglios
que eu criei sem suspensórios.
Não sei o que quero,
nem sei o que espero.
Fico em cá sem botões.
sábado, 26 de setembro de 2009
Seus botões I
Quero um pouco de sentimento,
um pouco de acalento,
um pouco de agradecimento.
Não sou de dizer,
não sou de calar.
Sou de sentir.
E o que eu sinto,
não deveria existir.
E o que eu penso,
não deveria sentir.
Te desejo calma,
te espero lenta
com o corpo nessa tormenta.
Não tenho razões
para tantas abreviações,
fico eu ca com seus botões.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Nada pra fazer, tudo pra sonhar.
Tirei os sapatos,
deitei no sofá como quem nada quer.
Como quem tem nada pra fazer.
Escolhi algumas revistas,
algumas imagens,
alguns sonhos.
Tirei as meias,
e o chão gelado frio e calculista,
me disse que nada faria diferença.
Recoloquei as meias,
redeitei no sofá como quem tudo quer.
Como quem tudo tem pra fazer.
Escolhi algumas revistas,
algumas imagens,
todos os sonhos.
Ambas as partes.
Eu andei pensando,
pensando em como erramos.
Eu andei sonhando,
sonhando que acertamos.
A parte que deseja
é a mesma que caleja.
A parte que entristece
é a mesma que enrigesse.
Os dias nunca foram diferentes,
Os dias nunca foram permanentes.
Nós que sempre mudamos,
nós que sempre erramos.
Agora é cinza a melodia,
a melodia que não compreendia
Como podia ser vital
errar para não se tornar banal.
Agora é simples de explicar,
simples até de sonhar.
Acertar e errar
são sinônimos de tentar.
Os dias nunca foram diferentes,
os dias nunca foram permanentes.
Nós que sempre mudamos,
nós que sempre acertamos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Tarde no bar.
Garçom, trás um cafezinho por favor?
Trás um remedinho para dor?
Trás um carácter para eu por naquela cara mal lavada
do fulano que roubou meu coração sem ensaio de perdão?
Trás um arrependimento por favor?
Trás um preenchimento, sem pudor?
Trás aquela moça muito insossa
das maldições que aponta as direções dos pobres corações!
Não quero nada, muito obrigada.
Estava fazendo pirraça seu garçom.
Mas como tenho cortesia,
lhe peço como uma última sinfonia
de uma pobre moça fria
que sofreu a maldição.
-Se importaria de devolver o coração?
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Estas manhãs
Não é preciso mais fechar a janela,
o vento frio não sopra mais.
É época de flores e de amores.
Esperei o ano inteiro
para sentir o perfume destas,
e apenas destas manhãs.
Alguns soslaios anunciam
o amor dos românticos,
e as flores mais ainda
a alegria dos pássaros.
Alguns acordam,
outros adormecem.
Mas procuro apenas entender,
o perfume que me entontece.
O sol quase quente inebria
a pele seca do pós-inverno,
e a estiagem traz consigo,
um sentimento sereno e inquieto.
As vernantes abrem,
as borboletas ficam mais coloridas,
o frio adormece,
enfim, a primavera acontece.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Beijos imaginários
Os dias não medem as horas,
as horas não medem os segundos,
os segundos não medem os beijos,
os beijos, não medem nada.
Sublime e irreal a sua volta,
depois de tantas voltas e revoltas,
você resolve que não tem volta,
essa vontade de outra volta.
Não sei se bem me faz,
ou se mal te fez.
Só sei que aqui dentro,
um abismo se refez.
E esses beijos mal tragados,
balbuciados em soluços,
ficam por dizer o contrario,
do que se passa no imaginário.
domingo, 20 de setembro de 2009
É temporário.
Ah! Quem me dera ser grande,
ser transparente e constante.
Por enquanto vou contente,
como uma criança sorridente.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Súbita desvontade
Hoje eu acordei sem vontade de escrever,
confesso que mais cedo até tentei,
mas minhas fatigadas linhas
de nada souberem transcrever.
Pintei de guache meu sorriso,
afim de criar um novo rabisco,
que trouxesse inspiração
para um soneto ou até canção.
Joguei as rimas num buraco
que fosse fácil ser cavado,
para serem depois transportadas
neste poema de ideias mal acabadas
Drummond, mundo seu tão vasto mundo.
Se eu me chamasse Raimunda
ainda assim seria uma rima
mesmo sendo esta tão imunda.
E o buraco acaba agora,
e as rimas vão-se embora.
Tudo porque eu não queria escrever.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Pseudonimo.
A noite parecia ser mais curta.
Parecia ser mais amena e mais tranqüila.
Se eu me chamasse dia,
talvez essa sinopse terminaria diferente.
Eu encontraria um resumo passional
para esse inverno que parece não ter final.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Prossiga... siga, siga
Segue em frente alma minha,
Segue em frente,
Que o vento é lento
Para quem não se entrega.
Olhe em frente alma minha,
Olhe em frente,
Que por você os dias
Passam e não atrasam.
Numa melódica dança dos erros,
Jamais tão irrisórios quanto possíveis,
Atravessam seu mundo,
Sem olhar para traz
E sem medir um dedo de medo.
Confiança gerada em tumultos
Que deixa estar em silêncios.
Sem relevâncias, alma minha,
Sem arrependimentos,
Sem tormentos e sem pronuncias,
Segue em frente,
Que se for, a vida leva.
E se não for,
Ela se encarrega de sorrir.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Súbita vontade
Hoje eu acordei com vontade de escrever.
Sem temática nem motivo,
as linhas vão surgindo,
os espaços preenchendo.
Você desaparecendo.
Tudo culmina 'pra' você.
Mesmo sem razão
eu termino também sem nem porquê.
Tudo se fecha em você.
domingo, 13 de setembro de 2009
Rosa-dos-ventos
Onde é que mora aquela moça?
Aquela dona que dá informação
sem sequer questionação?
Aquela, que não é cartomante, nem vidente,
mas que deu o rumo de Macabéa
em seu estrelado acidente?
É que hoje eu acordei
e nem meu nome eu me lembrei.
Preciso encontrar os trilhos
para voltar "pros" meus caminhos
de onde me desviei.
Será cara a consulta?
Será problema de conjura?
Onde será que se esconde?
Num poço, num fosso fosco?
Antes fosse!
E foi! Quando, de repente,
A tal mulher que nunca mente
Ao norte apontou primeiro,
E num lapso de certeiro,
Ao sul parecia um espelho.
Ao leste era o caminho mais curto,
Mas ao oeste o mais breve!
A essa moça eu não mais escuto,
Deixo que meu coração me leve.
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