Flores, são tantas flores,
Que me invejam seu poder
Quando são de cores.
Mesmo que cores,
não tenham cheiro,
nem sabores, saiba
que são todas dos amores.
Flores, são tantas flores,
Que me inebriam ao saber,
Que todos podemos esquecer.
Flores, são tantas flores,
As mais artificiais,
Que de tão florais,
Mostram seus sinais,
Só pelas belezas verdejais.
Flores, são tantas flores,
Meras flores,
Que não entendo o porquê.
Se ao menos fossem de comer!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O que te convém.
To precisando de alguém, ô.
To precisando de você, ô.
Vê se me aquece,
Me entorpece,
Me enrijece, ô.
Balança esse braço
Que eu quero me perder
No seu abraço, ô.
Não se esqueça,
Não me enlouqueça,
Que eu perco a cabeça, ô.
Não me desdém,
Vem sem ninguém,
Que te convém, ô.
To precisando de você, ô.
Vê se me aquece,
Me entorpece,
Me enrijece, ô.
Balança esse braço
Que eu quero me perder
No seu abraço, ô.
Não se esqueça,
Não me enlouqueça,
Que eu perco a cabeça, ô.
Não me desdém,
Vem sem ninguém,
Que te convém, ô.
sábado, 24 de outubro de 2009
Tudo que me resta.
Noites banais,
nada mais que surreais.
Tenho ainda dois anos,
para escrever meus enganos.
Se não sou poetisa,
estou poetando.
Acabando e lapidando,
meus dois últimos anos.
Farinha do mesmo saco,
pensamento no mesmo passo,
todo adolescente escreve,
até que a vida os leve,
seus 19 anos breves.
Se não estou poetando,
estou dissipando.
O poeta conversa com a poesia,
descobrindo a melodia,
da noite mais fria.
Se não estou dissipando,
estou recomendando.
Escreva aos 19 anos,
amar, chorar, cantar.
Se não vingar,
agradeça por tentar.
nada mais que surreais.
Tenho ainda dois anos,
para escrever meus enganos.
Se não sou poetisa,
estou poetando.
Acabando e lapidando,
meus dois últimos anos.
Farinha do mesmo saco,
pensamento no mesmo passo,
todo adolescente escreve,
até que a vida os leve,
seus 19 anos breves.
Se não estou poetando,
estou dissipando.
O poeta conversa com a poesia,
descobrindo a melodia,
da noite mais fria.
Se não estou dissipando,
estou recomendando.
Escreva aos 19 anos,
amar, chorar, cantar.
Se não vingar,
agradeça por tentar.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
De onde é que vem?
De onde é que veio esses tantos sentimentos?
De onde é que saiu esses tantos desesperos?
Vindo, saindo, eu senti, você querendo e saindo,
você vindo e sorrindo.
De onde é que surgiu essas tantas bagagens?
De onde é que emergiu essas tantas imagens?
Surgindo, suave, eu vi, você querendo e emergindo,
você vindo e diminuindo.
De onde é que partiu essas tantas feridas?
De onde é que surgiu essas tantas despedidas?
Partindo, partida, eu feri, você feriu e sumiu.
Surgiu e me partiu.
Nos últimos discos de vinil
ainda escuto o som da sua voz como uma tarde primaveril.
Nas primeiras horas de hoje pressinto estar contente,
Com sua alma ausente.
De onde é que saiu esses tantos desesperos?
Vindo, saindo, eu senti, você querendo e saindo,
você vindo e sorrindo.
De onde é que surgiu essas tantas bagagens?
De onde é que emergiu essas tantas imagens?
Surgindo, suave, eu vi, você querendo e emergindo,
você vindo e diminuindo.
De onde é que partiu essas tantas feridas?
De onde é que surgiu essas tantas despedidas?
Partindo, partida, eu feri, você feriu e sumiu.
Surgiu e me partiu.
Nos últimos discos de vinil
ainda escuto o som da sua voz como uma tarde primaveril.
Nas primeiras horas de hoje pressinto estar contente,
Com sua alma ausente.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Amor por encomenda.
Toca a campainha.
Num pulo desordeiro,
Descubro quem veio.
-Correio, gritou.
E com as mãos numa caixa,
Ele me entregou.
Será uma multa,
Ou mais um cartão?
Sem nenhum compromisso,
Abri um sorriso
E fechei o portão.
Abrindo a caixa,
Uma indignação.
Era um amor que eu pedi
Por ‘encomendação’.
Será dos leais,
Ou mais um dos banais?
Prefiro me precaver
A sozinha sofrer.
Amanhã, a caixa vou devolver.
Num pulo desordeiro,
Descubro quem veio.
-Correio, gritou.
E com as mãos numa caixa,
Ele me entregou.
Será uma multa,
Ou mais um cartão?
Sem nenhum compromisso,
Abri um sorriso
E fechei o portão.
Abrindo a caixa,
Uma indignação.
Era um amor que eu pedi
Por ‘encomendação’.
Será dos leais,
Ou mais um dos banais?
Prefiro me precaver
A sozinha sofrer.
Amanhã, a caixa vou devolver.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cumbuca
Dizem que somos feito panelas.
que formam linhas paralelas,
com tampas de curvas belas.
Devo ser uma cumbuca,
dessas da liquidação,
sem tampa nem motivo,
vivo seguindo a razão.
que formam linhas paralelas,
com tampas de curvas belas.
Devo ser uma cumbuca,
dessas da liquidação,
sem tampa nem motivo,
vivo seguindo a razão.
domingo, 18 de outubro de 2009
Lo día
Mi herida no sana,
Mi corazón se engana.
Su herida cicatriza,
Su corazón cristaliza.
Me vuelvo a pensar,
Que cargas d’agua
Me van sanar.
Me vuelvo a escribir,
Lo día de decir.
Mi corazón se engana.
Su herida cicatriza,
Su corazón cristaliza.
Me vuelvo a pensar,
Que cargas d’agua
Me van sanar.
Me vuelvo a escribir,
Lo día de decir.
sábado, 17 de outubro de 2009
Saindo de mim.
Acordei sufocando o travesseiro,
e minhas entranhas suspiraram.
Num sopro quase certeiro.
Meus ouvidos sentiram um ruído,
desses bem deprimidos.
O fim dizendo que por fim
sairia de mim,
deixando apenas um rabisquim.
Só pra rimar,
sem exagerar,
minha vida foi parar,
numa esquina de bar.
Perdoei minhas palavras,
engoli meu orgulho,
Pedi perdão pelos meus atos
e encontrei um futuro.
E no bar,
só pra acabar,
saí a falar,
que tudo vai ajeitar.
e minhas entranhas suspiraram.
Num sopro quase certeiro.
Meus ouvidos sentiram um ruído,
desses bem deprimidos.
O fim dizendo que por fim
sairia de mim,
deixando apenas um rabisquim.
Só pra rimar,
sem exagerar,
minha vida foi parar,
numa esquina de bar.
Perdoei minhas palavras,
engoli meu orgulho,
Pedi perdão pelos meus atos
e encontrei um futuro.
E no bar,
só pra acabar,
saí a falar,
que tudo vai ajeitar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Das ternuras.
Escutei de olhos fechados,
O que queria ver.
Esperei de mãos atadas,
O que devia fazer.
Ainda quente da febre,
Descobri um fogo frio.
Foi deslizando em minhas veias,
Encontrando um novo rio.
Foi esfriando meu âmago,
Destruindo meu íntimo,
Quebrando as correntes,
E dando um novo ritmo.
Ah, se eu pudesse reaquecer,
Se eu tivesse outra febre,
E me empenhasse em outra prece.
Sentiria de novo,
Encontraria um novo.
Talvez um amor,
Pífio de aventuras,
Desses quietos,
Só das ternuras.
O que queria ver.
Esperei de mãos atadas,
O que devia fazer.
Ainda quente da febre,
Descobri um fogo frio.
Foi deslizando em minhas veias,
Encontrando um novo rio.
Foi esfriando meu âmago,
Destruindo meu íntimo,
Quebrando as correntes,
E dando um novo ritmo.
Ah, se eu pudesse reaquecer,
Se eu tivesse outra febre,
E me empenhasse em outra prece.
Sentiria de novo,
Encontraria um novo.
Talvez um amor,
Pífio de aventuras,
Desses quietos,
Só das ternuras.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Alguns passos.
Três e trinta e tantas.
Tantas torturas,
tantas tonturas,
tantas ternuras.
Não vou me abalando
com os ponteiros do relógio,
que distam meu topo
de um todo tortuoso.
Quatro e quarenta e quantas.
Quantas guerrilhas,
quantas quadrilhas,
quantas guaritas.
Não, vou me abalando.
Esses ponteiros quentes,
queimam minha mente.
Quarenta passos inconseqüentes.
Tantas torturas,
tantas tonturas,
tantas ternuras.
Não vou me abalando
com os ponteiros do relógio,
que distam meu topo
de um todo tortuoso.
Quatro e quarenta e quantas.
Quantas guerrilhas,
quantas quadrilhas,
quantas guaritas.
Não, vou me abalando.
Esses ponteiros quentes,
queimam minha mente.
Quarenta passos inconseqüentes.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Minha vocação.
Com licença,
Preciso procurar minha atenção.
Com licença,
Preciso aspirar minha divagação.
Com licença,
Preciso encontrar minha vocação.
Com toda licença
Preciso achar você,
Minha atenção de viver.
Com toda licença
Preciso aspirar você,
Meu ar de reviver.
Com toda licença,
Preciso encontrar você.
Minha vocação de ser.
Preciso procurar minha atenção.
Com licença,
Preciso aspirar minha divagação.
Com licença,
Preciso encontrar minha vocação.
Com toda licença
Preciso achar você,
Minha atenção de viver.
Com toda licença
Preciso aspirar você,
Meu ar de reviver.
Com toda licença,
Preciso encontrar você.
Minha vocação de ser.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ele
O mais fútil pensamento
E o mais belo dos sentimentos,
O mais difícil de entender,
E o mais lindo de se ver.
O mais confuso de perceber,
E o mais medroso de sentir.
Eu quis entender,
Quis ver,
Quis perceber,
Quis parar de sentir.
Entendi que não se sabe, se vê.
Percebi que não se entende, se sente.
E agora só me restam sobras
Ignorantes de um tudo e de um nada.
Eu só queria entender. Só.
Com um enorme mar entre,
Eu ainda sinto.
Com o amor não se pode,
Só entende quem sente.
Eu sinto por sentir.
E o mais belo dos sentimentos,
O mais difícil de entender,
E o mais lindo de se ver.
O mais confuso de perceber,
E o mais medroso de sentir.
Eu quis entender,
Quis ver,
Quis perceber,
Quis parar de sentir.
Entendi que não se sabe, se vê.
Percebi que não se entende, se sente.
E agora só me restam sobras
Ignorantes de um tudo e de um nada.
Eu só queria entender. Só.
Com um enorme mar entre,
Eu ainda sinto.
Com o amor não se pode,
Só entende quem sente.
Eu sinto por sentir.
domingo, 11 de outubro de 2009
Janela
Esses tantos sentimentos,
Me amargam aqui dentro.
Esses tantos movimentos,
Me tiram de um tormento.
Suas tantas palavras,
Afastam minha calma.
Suas tantas cortesias,
Protegem minha vida.
Preciso agir,
Correr, partir.
Dizer além,
Tudo que espero
E que me convém.
Preciso sentir,
Sorrir, emergir.
Ouvir que espera,
Sentado na janela.
Me amargam aqui dentro.
Esses tantos movimentos,
Me tiram de um tormento.
Suas tantas palavras,
Afastam minha calma.
Suas tantas cortesias,
Protegem minha vida.
Preciso agir,
Correr, partir.
Dizer além,
Tudo que espero
E que me convém.
Preciso sentir,
Sorrir, emergir.
Ouvir que espera,
Sentado na janela.
sábado, 10 de outubro de 2009
Desabrochando.
Desistir, correr, se esconder.
Não mais desisto,
Não mais corro.
Levemente me escondo.
Mentir, sentir, se abrir.
Não mais minto,
Não mais sinto.
Suavemente estou abrindo.
Contar, amar, acomodar.
Não mais conto,
Não mais amo.
Realmente só me acomodando.
Não mais desisto,
Não mais corro.
Levemente me escondo.
Mentir, sentir, se abrir.
Não mais minto,
Não mais sinto.
Suavemente estou abrindo.
Contar, amar, acomodar.
Não mais conto,
Não mais amo.
Realmente só me acomodando.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Pulsar... ar...ar
Não sei quanto tempo,
não entendo como é lento.
Espero estar atenta
a tudo que me atormenta.
Sentir, pulsar, descobrir,
me embriaguei pensando em ti.
Partir, pulsar, voar,
me libertei sem sequer chorar.
A chuva cai,
meu pensamento foge.
Você se vai,
tudo se resolve.
não entendo como é lento.
Espero estar atenta
a tudo que me atormenta.
Sentir, pulsar, descobrir,
me embriaguei pensando em ti.
Partir, pulsar, voar,
me libertei sem sequer chorar.
A chuva cai,
meu pensamento foge.
Você se vai,
tudo se resolve.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Além da noite.
E as horas passam,
os ciscos correm,
a chuva ameaça,
tudo se move.
As vidas andam,
o relógio foge,
você se encaixa,
quando me consome.
A noite chega,
você também,
tudo que eu quero,
não me convém.
A noite passa,
você também,
espero mesmo te ter além.
os ciscos correm,
a chuva ameaça,
tudo se move.
As vidas andam,
o relógio foge,
você se encaixa,
quando me consome.
A noite chega,
você também,
tudo que eu quero,
não me convém.
A noite passa,
você também,
espero mesmo te ter além.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Indagações do inexistente.
Mais um antigo (maio de 2006), com adaptações necessárias. Acreditem, super necessárias!
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
domingo, 4 de outubro de 2009
Sagatiba.
"Saga quer dizer ´em busca`; tiba quer dizer ´eterno`. Sagatiba eterna busca do valor mais puro"
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Historia sem fim.
Mudando um pouco os ares, uma pseudo-historia. Antiga, de 2006, contando com uma participação especial do meu querido colega Wendell. La vamos nos de novo, então:
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
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