sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aos meus pensamentos.

Sentir e ao mesmo tempo não sentir. Sonhar e ao mesmo tempo ser real. Pensar a cada segundo, que se a distância separa, também uni. De qual estrela foi mesmo que caímos? Se foi de cima, ou de baixo, pouco me importa. Eu só sinto estar flutuando quando estou com você. Uma vez eu ouvi que o amor não se compra, conquista. Discordo agora, disso. Fui comprada e conquistada. Comprada pelo jeito, pelo gesto, pelo riso. Sem valor real, nem material, só sentimental. Conquistada pelo sentimento mais difícil de descrever e de sentir. Ambíguo e inocente. Paradoxal e aderente. Se eu fosse conquistada, apenas, seria apetrecho. Sendo comprada, faço parte, sou dele. Pertenço. Mesmo que da liquidação, mesmo que por só satisfação. Queria transmitir todos meus pensamentos nestas poucas linhas. Mas se transmitisse, o sentimento seria auxiliado pela perfeição e pela exatidão. E é longe disso. Prefiro assim. Só entende quem o têm. Não sei em qual das estações me sinto melhor. Mas eu sei que se eu estiver com você, indiferente em qual, estarei bem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Além.

Queria uma indagação,
uma certeza,
uma ajuda
e uma palavra.
Da indagação,
quero resposta.
Da certeza,
alguma duvida.
Dá ajuda,
desdém.
Da palavra,
outra palavra.
Não é amor.
É mais.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

''Último romance''

A verdade caleja
o que sempre emergiu.
Você me atrai para perto.
e de mim só consome,
o que nunca existiu.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Rijo

Céu azul,
flores murchas,
sol ardendo.
Por dentro
toda a fuga.
Por fora
toda a dúvida.
Mexi nuns gravetos.
Formei meu nome.
Louca imensidão de mundo!
Como pode as árvores crescer?
Prendi meu cabelo,
soltei meu cabelo.
Sublime emaranhado de ideias.
Como pode o vento soprar?
Chutei uma pedra.
Caiu num bueiro.
Irrisória ilusão de universo.
Como pode o ser humano sentir?
Olhos fixos.
Mãos frias.
Malditas borboletas no estômago.
Como pode o amor prevalecer?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sinopse.

O alto ato épico. Mercê.
O baixo destino tépido. Clichê.
O caro arrojado métrico. Cachê.
O distante amor cético. Você.