quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nas coisas tão mais simples

No brilho de sol,
num raio que cai,
na forma da mão,
num beijo fugaz.
No vento que sopra,
num frio da noitinha,
no amor que transborda,
num final de linha.
Na cor do cabelo,
num laço amassado,
no tom da sua voz,
num dia acabado.
Na longa conversa,
num abraço apertado,
nas coisas mais simples,
um puro compasso.  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

De mim

Eu vim pra devolver
a blusa que você esqueceu.
Eu vim pra encontrar
o velho companheirismo seu.
Eu vim pra entregar
aquelas tantas fotos do mural.
Eu vim pra escutar
só o que não me faça mal.
Eu vim pra entender
aquele sussurro no meu ouvido
Eu vim pra perguntar
onde está o meu antigo amigo.
Eu vim pra esclarecer
aquela noite chata de festa.
Eu vim pra te pedir
que nunca mais se esqueça...

domingo, 23 de outubro de 2011

Força

E caio tão de repente, que quase me sinto despedaçada. 
E levanto tão de repente, que quase me sinto realizada. 

sábado, 22 de outubro de 2011

Memórias

Em cima do balcão o porta retrato está virado. 
E sua face ainda reluz na minha mente.
Suas palavras frias ecoam pela casa.
E hoje ando mais sozinha que antes.
Toda a força que eu perdia,
todas as mentiras que eu escutava,
todos os planos que eu sonhava,
agora voam para encontrar você.
Sinto todo o peso do céu,
como em cada despedida.
E nada parece tão vazio quando tudo que você tem, 
transforma-se em lembranças.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Espera

E se tudo fica bem no final,
só me diga se demora chegar. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A saudade vem aos dias pelo cheiro, pelas horas.
E nunca se sabe qual a intensidade.
Saudade se tem mesmo perto, 
mesmo em espaço curto de tempo.
Saudade começa quando acaba.
Quem sente saudade nunca sabe quando fica sem. 
Se sente saudade de sentir saudade.
E essa saudade nunca tem fim. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Evidências

Ainda que preciso,
seria mais do que confuso.
Mesmo duvidando,
seria certo o prelúdio.
E daqui dos tantos enredos,
a localização falha.
Dos tantos desencontros,
não há um que contrário prove.
Queria eu me transportar
para perto de tudo que te move. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Foi, fui, fomos..

Quando você foi surdo,
tentei explanar.
Quando você foi cego,
tentei desenhar.
Quando fui sincera,
você tentou duvidar.
Quando fui mentira,
você jurou acreditar.
Quando fomos ódio,
tentamos desviar.
Mas quando fomos amor..
tentamos de tudo pra não acabar.

domingo, 7 de agosto de 2011

A graça de existir.

Penso que quando se sente,
não é preciso entender.
Penso que quando se entende,
é mais que preciso sentir.
E onde é que é mesmo o nosso lugar nesse mundo?
Soprando sucintamente os pensamentos,
penso que quando se está, no mundo,
já é mais que suficiente.

domingo, 31 de julho de 2011

Metamorfose.

A alegria de pulsar o corpo,
vem cambaleando com o tempo.
A naturalidade como as coisas fluem,
vem colorindo a eterna jornada.
Pé por pé.
E quando se percebe,
você já é outra pessoa.

domingo, 3 de julho de 2011

Exageros.

Você está jogando tudo fora,
com essa sua simpatia exagerada.
Você está usando suas armas,
atirando em tudo que se move.
Você precisa de um conselho,
mas não escuta sua razão.
Você respira seus conceitos,
sempre acreditando na emoção.
Você está crescendo,
e não consegue acompanhar.
Você precisa de ajuda,
mas só você pode te salvar.

Teus olhos.

Um mar de mistérios.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Singularidade.

Diga-me tudo,
se esqueça do tempo.
Meu amor, eu juro,
ser seu eterno acontecimento.
Traga-me tudo,
transcenda o desejo.
Meu amor, confia,
sou seu único lampejo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quilômetros.

A gente corre contra o vento,
caminha e finge que se entende.
A gente se esquece do tempo,
se ama e se perde de repente.
A gente cresce em harmonia
que sussurra o desejo em melodia.
A gente vive querendo se olhar,
torcendo pro tempo engatilhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Armaduras.

As vezes sorri querendo chorar,
fica em sussurros querendo gritar.
As vezes assovia querendo cantar,
olha de soslaio querendo encarar.
As vezes me ama querendo brigar,
vai embora querendo ficar.
As vezes me esquece querendo lembrar,
e me perde querendo se encontrar.
E são tantas suas máscaras,
que as vezes esqueço
qual me fez te amar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Noite de quinta.

Estava tão acostumada a viver só,
que quando recebeu companhia
se sentiu mais vazia.

sábado, 23 de abril de 2011

Paz.

E foi da má vontade que surgiu o desejo.
Das brigas fáceis, o aconchego.
E mesmo que o sol amanheça pra mim em outro lugar,
que a distância arrede meu sorriso do seu olhar,
tudo ao seu amor serei fiel.
Contarei as luas de manhã,
as noites claras, vazias e sãs.
Contarei os dias, horas, segundos,
pra que eu possa te dar o mundo.
Contarei ao vento, céu e luar,
que eu vim mesmo nessa vida,
somente pra te amar.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Esquinas.

No fundo dos olhos encontro suspense.
Sorriso desesperado te cai de repente.
Me olha com gosto procurando cinema.
Se encontra de novo num breve dilema.
Beija meus olhos, sossega minha boca.
Me 'ranca' arrepios, me chama de louca.
E tanta distância me parece tão pouca.
Porque quando te vejo, me perco toda.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

(...)

Quem sabe algum dia
Os dias não trariam até aqui
O eco do vento,
Ou até os ventos trariam
Uma descoberta,
Ou as descobertas se possível
Trariam um finzinho de dia
E os diaaaaas...
Nada mais que um ciclo
Surreal de energia,
Que sem explicações não existe.
Ou existe tanto que não existe.
Os dias, os ventos, as descobertas
E os fins, que são mais começos
Do que fins em suas formas.
E suas formas não são formas,
Porque são fins,
E realmente fins não precisam de formas.
.

sábado, 26 de março de 2011

Quero ser.

Quero ser pra você o vento frio de uma noite quente,
o suspiro cínico de um doente.
Quero ser pra você o sopro do resto de uma vida,
o alcool que sobra na bebida.
Quero ser pra você cada lembrança de um sorriso,
o pulo que falta pro abismo.
Quero ser pra você o sol que invade seu dia-a-dia,
a luz quente que te irradia.
Quero ser pra você sua melhor noite de amor,
a paz que transborda em seu interior.
Quero ser pra sempre de você, sua melhor namorada,
a eterna dúvida da sua estrada.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tempo.

Longe do tumulto,
bem longe do insulto,
saí correndo atrás de mim.
E desde que eu me achei,
da sua vida eu desviei,
fui cuidar do meu jardim.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Poetry day.

Mesmo que por decreto, licitação ou remuneração;
mesmo que por promessa, não me peça compreensão.
Mesmo por vontade divina, suspiro cínico ou solidão;
mesmo que por rotina, não exija desanimação.
Mesmo que acabem as tintas, lápis, papiro e computação,
mesmo que se finde o mundo e a comunicação.
Mesmo que a rima falhe e a vontade não,
mesmo que o povo cale por satisfação;
sempre vai haver poesia no meu coração.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Súplica.

Meu amor, me esqueça.
Permaneça constante em meu pensamento
Mas, esqueça.
Tropece em flores pelas ruas
e me esqueça.
Esquente a cama em frias noites,
e se esqueça.
Cancele os olhos e a promessa
e me peça
pra que te esqueça, minha condessa.
Aperte forte e depressa
e perceba que me aquece e não se esquece.
Meu amor, me aqueça.

Tarde de segunda.

Tapei dois furos da parede. Mesmo assim a água jorrava. Um elefante invadiu meu pensamento. Comecei a calcular quanto o pedreiro cobraria. Dois contos de réis e eu ainda não via resultado. A água invadia meu quarto, meu pensamento, minha imaginação.
Duas doses no relógio e eu ainda não via resultado. Mais dois contos de réis. A felicidade me consumia. O furo da parece desaparecia.
A água não mais escorria.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rimando sentimentos.

Refaço a coragem pra rimar com adeus,
Procuro sorrisos pra rimar com os seus.
Disfarço a tristeza pra rimar com indiferença,
Descubro saudades pra rimar com a presença.
Escondo o desejo pra rimar com solidão,
Tapo dores pra rimar com a decepção.
Busco a nitidez pra rimar com escuro.
Esqueço lembranças pra rimar com o futuro.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fragrância.

Cabisbaixa. Não entendia a maneira com a qual certo parecia ser tão errado.
Olhando pela janela, avistou um casal dançando numa harmonia invejosa.
Sincronizou uma musica compatível com os passos do casal. Não tão rápido, nem tão devagar.
Estavam dançando tão lindamente, que se perdeu no romance que pulsava dos olhos dela.
Ele, cuidadosamente a guiava para dentro de si num impulso que parecia girá-los sem perigo algum de escape.
Como um laço, os braços nada delicados dele a envolviam num abraço aflitivo, gritando por um pouco de tristeza. Era tanta felicidade, que sufocava todos em volta.
De tanto observar, o casal percebeu os olhares da menina.
Fecham-se as cortinas. Tudo estático. A sala cheirava inveja.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Saudade.

A chuva que cai,
o barulho que faz,
seu beijo fugaz,
um dia a mais.
O vento que sopra,
o amor que transborda,
tudo em minha volta,
tem sua escolta.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Medo do medo.

Medo de sentir e não saber amar.
Medo de perder e não recuperar.
Medo de dormir e não acordar.
Medo de comer e não gostar.
Medo de ter medo e não saber lidar.

Medo da distancia me atrapalhar.
Medo da roda da vida me enganar.
Medo da rotina me sufocar.
Medo da canção não tocar.
Medo de ter medo e nao saber lidar.