sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Poema pra quando voce voltar.

De longe, na janela, sua orquídea floresce.
De perto, no quarto, minh'alma adormece.
Suspiros sentidos, olhares trocados,
tudo perdido e nosso amor inventado.
Eu rego sua planta,
esperanças me batem.
Procuro uma sombra,
enquanto seu sol não me invade.
Volta logo,
que a planta anda triste.
Demora não,
que resta pouco desse amor
que em mim ainda existe.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Futuro.

Não há maior decepção do que a própria.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Defeitos.

Chega a ser oco, de tão vazio.
Chega a ser louco, de tão senil.
Chega a ser feio, de tão esguio.
Chega a ser hostil, de tão vadio.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ladrão.

Voce foi um alarme falso.
Desses que disparam no meio da noite.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dois.

Acordou sem abrir sequer os olhos.
A profundidade do sentimento
nao mediu a capacidade do orgulho.

Ela vagou desconfianças
no seu próprio inconsciente.
Queria ser transparente.

Sonhou com o fim do mundo.
Acreditou em mentiras soberbas.
Quis entender e fazer tudo,
e acabou sem nenhuma defesa.

Segurando nos olhos a palavra,
juntou as maos e escorreu o suor.
Escondeu do espelho a lágrima
e se rendeu ao que antes era só.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Esvairindo.

Senti escorrer pela face uma lágrima atrasada.
Dessas que caem sem saber o rumo da estrada.
Senti no peito um aperto profundo.
Desses que acabam te levando tudo.