sábado, 6 de fevereiro de 2010

Rijo

Céu azul,
flores murchas,
sol ardendo.
Por dentro
toda a fuga.
Por fora
toda a dúvida.
Mexi nuns gravetos.
Formei meu nome.
Louca imensidão de mundo!
Como pode as árvores crescer?
Prendi meu cabelo,
soltei meu cabelo.
Sublime emaranhado de ideias.
Como pode o vento soprar?
Chutei uma pedra.
Caiu num bueiro.
Irrisória ilusão de universo.
Como pode o ser humano sentir?
Olhos fixos.
Mãos frias.
Malditas borboletas no estômago.
Como pode o amor prevalecer?

Um comentário:

  1. Da até pra sentir o gosto do amor em cada palavra que emerge de sua mente.
    Adorei.

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