E as horas passam,
os ciscos correm,
a chuva ameaça,
tudo se move.
As vidas andam,
o relógio foge,
você se encaixa,
quando me consome.
A noite chega,
você também,
tudo que eu quero,
não me convém.
A noite passa,
você também,
espero mesmo te ter além.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Indagações do inexistente.
Mais um antigo (maio de 2006), com adaptações necessárias. Acreditem, super necessárias!
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.
domingo, 4 de outubro de 2009
Sagatiba.
"Saga quer dizer ´em busca`; tiba quer dizer ´eterno`. Sagatiba eterna busca do valor mais puro"
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
-Hoje eu tive um sonho,
Vi dois mundos e duas vidas.
Como um menino sem sonhar,
eu não entendi o sonho sonhado
que foi jogado num canto de mar.
O tempo faz valer,
faz brotar faz esquecer.
Foi o que me fez entender
o sonho que tive com você.
Cansada, sorrindo, sonhando,
eu fiz uma canção pensando no sonho.
Suavizando, realizando, inventando,
foi assim que eu sonhei com você.
Fui, foste, fomos,
um azul de céu um verde mar.
Verdade de um verde vibrante,
foi assim que eu vi o sonho
sonhado naquela noite.
Mas se for de papel o palpite do sonho?
Talvez o sonho sonhado foi facero de fugir.
Talvez o dono do sonho fugiu com o sonho sonhado
sem saber que era sonho.
Real retrato da realidade,
o facero do sonho fugiu sem sonho.
Fugiu fazendo fanfarra,
porque não precisava mais sonhar.
Fugiu fabricando fumaça,
porque não fazia mais pirraça
pra aparecer no sonho inventado.
No canto do mar o sonho foi ficar.
Ficou, fingiu, faliu, saiu sorrindo.
O sonho jogado o fez perceber o dom de viver.
Pediu um pedido pedante:
'Sonho facero faz mais um sonho,
sonha que não precisa sonhar.
Quiçá o sonho suba e siga o céu.'
O sonho escondido caiu e sonhou.
Fingiu ficar ferrugem
feito finas fotografias falsas
de parafinas de fins febris.
Foi o fim do sonho sonhado.
Saiu sonhando sem saber o fim dos sonhos.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Historia sem fim.
Mudando um pouco os ares, uma pseudo-historia. Antiga, de 2006, contando com uma participação especial do meu querido colega Wendell. La vamos nos de novo, então:
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
-Como se tudo fosse fácil você chega e faz mudar tudo. Seu jeito intrigante, sua voz entre as musicas tristes. Pureza em teus olhos, tão meigo o jeito de tocar.
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber o que realmente fazer. As duvidas apertam minh'alma e uma neblina cobre meus olhos, na inocência de saber ou não se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu onde nem o mecânico tenta parar. A cada dia me sinto mais e mais sufocada nesta neblina.
Cega, a solução?
Voraz, a atracão?
O vagabundo bem trajado? Onde fui parar para não querer sair! Rancoroso dor que felizmente acalenta meu sofrimento. Seria eu inconveniente se dissesse que sinto sua falta? Dura verdade que atrai as mentiras. Tudo e imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver, esticar a mão ao vagabundo nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos me enganam tua mão macia e quente teu coração bom e machucado, encostou e marcou.
O que deves saber.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar a ausência de uma alma para amar. De mentiras não quero fintar. A pureza me tocou, a ausência de coragem nos obriga a vagar. E sozinho vagar.
Só começo, uma historia sem fim.
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