segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Indagações do inexistente.

Mais um antigo (maio de 2006), com adaptações necessárias. Acreditem, super necessárias!

-Aceitar que tudo foi em vão, dói. Aceitar que tudo que fez e faz não tem a mínima importância, amedronta, repeli, tudo estático. Foi tudo jogado fora, seu amor idolatrado, meu amor deturpado, nosso amor encurralado. Em algum lugar do passado eu ainda vejo como tudo parecia ser, porém não era. Sempre fomos definitivamente separados -mediocridade das distancias, aversão aos sentimentos- e não seria agora que ficaríamos juntos. Não tentarei voltar no tempo para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz que me jogou na escuridão, senti-me como se fosse seu eterno brinquedo. Vinicius de Moraes que me perdoe, não foi eterno enquanto durou.
Você foi o êxtase que me trouxe o arrependimento, mas que na verdade só me jogou de uma maneira mais delicada e surreal. E agora só restaram sobras.
Sobras por vezes indeterminadas. Sua grandeza de caráter não marca sua determinação. Indagar o porquê da sua partida, para mim já não faz sentido algum. Vastas estão minhas ideias, devastas as chances de um novamente 'nós'.

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