sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A última peça.

A noite anda tão silenciosa.
O som dos meus passos
até fazem eco no escuro.
Diante do espelho
os olhos me fecham num futuro.
O dia anda tão devagar.
O tom do trovão rugindo
em notas dó,
reduzem minhas lágrimas
inteiras a pó.
A vida anda tão moribunda.
Os segundos vazios
trazem a peça que faltava.
Me basta saber encaixá-la
perfeitamente na minha estrada.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Caminho tortuoso

Sabe de onde vem a força?
da fraqueza.
Sabe de onde vem mesmo a força?
da decepção.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Por-do-sol.

Como uma vida que me atrai,
deitar ao vento num por de sol finito
contar estrelas dum amor restrito.
Como uma causa que me desfaz,
comer teus olhos e nunca mais
deixar que eles sejam apenas sinais.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amadurecimento.

Do lado escuro da vida,
no final da quinta avenida,
foi lá.
E indo de encontro aos mistérios,
apostei as fichas na mesa errada.
E foi lá.
Perdi o costume de chorar.
O instinto de agradar.
E foi de lá,
que eu trouxe os rumores,
mudei os temores,
e surgi como mulher.