Como seria a primavera sem as flores?
Como seria o verão sem o sol?
Como seria a minha vida,
sem tantas outras vidas fugidas?
O vento estoura a soprar,
as flores da primavera a secar,
que correm pelo chão buscando
uma acareação.
Dividindo as mãos,
das poucas folhas sem razão,
procuram um canto em vão.
E só as rimas vão me lembrar,
que tudo posso balbuciar,
até a falta dum estouro,
pode encontrar um tesouro.
Fico quieta pensando,
que raios voando,
podem trazer um ruído,
dos quietos,
só dos temidos.
Fico inquieta convindo,
a falta vai diminuindo,
e a pura abstinência vem sorrindo.
o gui gostou mto!
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