terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nenhum mal

Se perdemos o bonde,
Se jogamos errado,
Que mal há em culpar o tempo?
Se nossas mãos se encaixaram,
Se nossos pés se esfregaram,
Que mal há em voltar?
Ah, se os amantes se amaram,
E loucos trafegaram,
Pelo chão se esmiuçaram,
Que mal há em aparecer?
Se os lábios se beijaram,
E aos céus com as mãos tocaram,
Que mal há em voar?
Se os lençóis nos procuraram,
Se as nossas meias se entrelaçaram,
Que mal há em retroceder?
Se nos perdemos ao amanhecer,
Se os seus risos ao me ensurdecer,
Foram fracos até morrer,
Que mal há em desdizer?
Se tudo culmina pra você,
E tudo fundiu um prazer,
Que mal há em querer?

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