quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Noites cruas.

Noites de uma primavera qualquer.
Do dia 30, do mês 10.
Sem flores,
Nem amores.
A verdade que condiz,
É que você se desfez.
E o suor do seu rosto,
Confundiu com o do meu corpo.
Noites de um dia qualquer.
Do dia sim, do mês não.
E o ano corre,
Some,
Me consome.
E as pontas dos seus dedos,
Confundiram-se com meus pêlos.
Noites de uma pessoa qualquer.
Do dia claro, do mês escuro.
Sem sol,
Nem lua.
A verdade toda nua,
É que minha noite,
sempre é crua.

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